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terça-feira, 6 de março de 2018

Rede pública de carregamento para VE é desafio para Portugal

A empresa Mobiletric assegurou no final de 2016, num concurso da Mobi.E (gestora da rede pública de carregamento de veículos elétricos), a maior parte dos lotes para instalar e operar pontos de carregamento rápido na via pública. 

Até hoje a Mobiletric não recuperou um cêntimo do investimento feito e a razão é simples: enquanto os carros elétricos continuarem a ser carregados à borla, os operadores das infraestruturas não receberão as taxas contratualizadas.

A Mobiletric já instalou oito pontos de carregamento rápido na rede pública, dos 11 que lhe foram adjudicados. E também tem estado a fornecer soluções para clientes privados. “Já vamos acima de meio milhão de euros de investimento. Podemos investir este ano até €3 milhões na mobilidade elétrica, desde que exista mercado”, explica o diretor-geral da empresa, João Gomes. Mas o gestor alerta que devido à falta de receita dos postos rápidos na rede pública “há risco de o investimento pensado para Portugal ir para fora do país”, nomeadamente para Espanha.

A situação da Mobiletric é apenas uma das “dores de crescimento” da mobilidade elétrica em Portugal. Muitas marcas de automóveis já disponibilizam os veículos, mas a rede pública de carregamento vem acumulando críticas de utilizadores em fóruns online, quer pelas avarias nos postos, quer pelos roubos de cabos de alimentação.

João Gomes acredita que a rede pública tem todas as condições para começar a ser cobrada (o que já esteve previsto para 2017), porque as tarifas para carros elétricos são competitivas face à gasolina e ao diesel. Pelas contas da Mobiletric, se em 2017 a rede pública fosse paga, o custo de uma carga rápida para 100 quilômetros seria de €3,6 a €8,5, sendo que o limite superior ficava ainda 5% acima do custo de um carro a gasóleo (€8,18 para 100 quilômetros). 

Para 2018 o regulador da energia baixou as tarifas de acesso à rede durante o dia, colocando o custo da mobilidade elétrica em €3,8 a €5,5 por 100 quilômetros, com poupanças face ao diesel de 30% a 50%.

Em Portugal há 58 postos de carregamento rápido, nos quais a cobrança se deve iniciar nos próximos meses. E há ainda 550 pontos de carregamento lento, mas nesses a eletricidade só começará a ser paga pelo utilizador mais tarde, depois de a Mobi.E terminar a recuperação da rede, explica Alexandre Videira.
  
A Mobi.E está a substituir uma centena de postos avariados ou obsoletos e lançou um concurso para 202 novos postos semirrápidos. A gestora da rede pública recebeu uma dezena de propostas para a instalação daqueles postos. O fornecedor deverá ser escolhido em março, para em abril se iniciar a instalação.

A empresa estima chegar ao final do ano com 800 pontos públicos de carregamento e nessa altura lançará um concurso para a exploração dos postos por privados. “Vamos dividir por lotes. Nunca teremos um único operador a ficar com a rede toda”, garantiu o presidente da Mobi.E ao Expresso. Há hoje 18 empresas habilitadas para operar a infraestrutura e seis registadas como comercializadores de energia.

A EDP, por exemplo, oferece a quem tenha um carro elétrico 10% de desconto à noite. A empresa tem 600 clientes neste tarifário. O grupo também comercializa postos de carregamento para particulares (a partir de €1176), tendo vendido até à data 60 unidades. “É expectável que este número cresça significativamente nos próximos anos”, aponta fonte oficial da elétrica.

A EDP, que esta semana anunciou o objetivo de até 2030 ter uma frota 100% elétrica, já tem nos seus edifícios 200 postos de carregamento. A adesão das empresas à mobilidade elétrica pode ser decisiva para impulsionar as vendas destes carros.

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Publicado no Verdesobrerodas



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