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terça-feira, 13 de março de 2018

Nissan diz que 80% das pessoas na AL pode comprar carros elétricos

O evento global Nissan Futures trouxe à tona a discussão sobre o futuro dos carros. Não que o modelo a combustão que conhecemos hoje irá se aposentar, mas os elétricos e híbridos estão ganhando cada vez mais espaço. E o que dizer então dos autônomos, que já rodam inclusive pelas ruas brasileiras, ainda que em níveis menores de automação?

Segundo uma pesquisa feita pela Nissan, 8 em cada 10 pessoas na América Latina estão abertas a comprar carros elétricos, enquanto 69% estariam dispostas a usar veículos autônomos. Nesse contexto, foi anunciado o lançamento do elétrico Leaf em 2019 em um total de oito países da América Latina.

A Nissan vem trilhando esse caminho há algum tempo. Em 2017, a marca apresentou a plataforma SAM (Nissan Seamless Autonomous Mobility) na feira de tecnologia CES, um sistema para gerenciar frotas de veículos autônomos que envia os dados de para onde o veículo deve ir.

O primeiro carro 100% autônomo da marca foi o VMotion 2.0, mostrado também em 2017, seguido pelo . "Estamos construindo passo a passo as tecnologias para esse futuro", disse Juan Manuel Hoyos, Diretor de Marketing da Nissan para América Latina. "Nos próximos 10 anos vamos ver muito mais do qe vimos nos últimos 50 anos."

A expectativa da marca é que, ainda em 2018, já seja possível rodar com carros autônomos em rodovias, chegando às cidades em 2020. E até 2022 os carros seriam totalmente autônomos, com táxis sem motoristas circulando pelo mundo. "Hoje já há carros sem motorista sendo testados no Japão", afirma Hoyos. 

E no Brasil? A marca acredita que essa tecnologia pode não chegar em 2020, mas que não tardará a chegar aqui de qualquer forma. Isso porque, uma vez desenvolvido o sistema complexo de comando do veículo, a tecnologia poderá ser aplicada em qualquer parte do mundo, mesmo em trânsitos caóticos como o que vemos no país. Para Marco Silva, presidente da Nissan do Brasil, isso pode acontecer entre 10 e 15 anos após a chegada em mercados como o japonês. Ou seja, estamos falando de 2032 a 2040. 

"Focamos os estudos de carros autônomos em formas de compartilhar as informações do carro com as pessoas para que elas se sintam confortáveis com essa tecnologia", afirma Melissa Cefkin, cientista e antropóloga do Centro de Pesquisa da Nissan no Vale do Silício. E como fazer isso? Pensando não só em quem está dentro do carro, mas também nos pedestres e ciclistas que cruzarão com esses veículos nas ruas. 

Mas desenvolver essa tecnologia envolve que o carro seja capaz de se manter na faixa, fazer mudanças de faixa e ler cruzamentos, semáforos e placas de sinalização, além de identificar pedestres e ciclistas. "É aí que entra a inteligência artificial", completa Cefkin. A cientista destaca ainda que há necessidades específicas locais relacionadas à cultura de cada país que devem ser consideradas ao elaborar essa inteligência. Isso inclui, por exemplo, se pedrestres e motoristas obedebem as regras de trânsito, o hábito de motociclistas circularem pelo corredor, se os pedestres aguardam o sinal verde para atravessar e por aí vai. 

Para ajudar nessa comunicação do carro com as pessoas fora do veículo, estão sendo pensadas algumas soluções como mensagens de texto no para-brisa ("pode passar", por exemplo) e iluminação na lateral da carroceria para alertar os movimentos que o carro autônomo fará mais claramente. Podem ser até luzes que indiquem que o veículo detectou uma pessoa ao seu lado, deixando-a com a certeza de que pode atravessar na frente do veículo porque ele já a identificou. 

Em entrevista ao iCarros, Cefkin disse que o fato de São Paulo ter algumas peculiaridades e ter um trânsito mais caótico não fará diferença na aplicação dessa tecnologia para o país. "Estamos indo passo a passo, encaixando cada peça nesse quadro para que sistema funcione em qualquer condição. E, no fundo, o Brasil não é tão diferente do que vemos em outros países", afirma.

Ela diz que ainda não pensa em termos somente carros autônomos nas ruas. "Isso vai depender da reação e da aceitação das pessoas. Elas que decidirão quando e se isso irá acontecer. Pelos próximos 20 ou 30 anos ainda vamos estudar como desenvolver e aprimorar essa tecnologia antes de chegarmos a esse ponto", completa. 

Sobre a culpa em caso de um acidente, se será do dono do carro autônomo ou da fabricante, a marca disse que ainda estuda como isso será estabelecido. Assim como acontece com a legislação local para tornar essa tecnologia uma realidade por aqui. 

O evento global Nissan Futures realizado agora em São Paulo já passou por Londres, Barcelona, Oslo e Singapura. Essa foi a primeira edição na América Latina. 

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Publicado no Verdesobrerodas



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