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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Veículo elétrico da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi é lucrativo

A Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi é o único fabricante que ganha dinheiro com elétricos. Verdade? Não garantimos, mas o seu CEO, Carlos Ghosn, diz que sim!

Apesar do envolvimento que a grande maioria dos construtores automóveis demonstra relativamente aos veículos elétricos, anunciando mesmo e em alguns casos, a conversão quase total da sua gama, dentro de alguns anos, a verdade é que está ainda por apurar, de forma concreta e precisa, se a mobilidade elétrica consegue ser, já hoje em dia, um negócio viável e sustentável.

Num setor que, como muitos outros, vive muito da economia de escala, os atuais números relativos às vendas de veículos elétricos, especialmente no que alguns construtores diz respeito, deixam antever que muito é ainda preciso fazer para que o automóvel 100% elétrico, não só se pague a si próprio, como dê lucro suficiente para que um construtor possa abandonar qualquer outra alternativa.

No entanto e segundo revela agora, em declarações à norte-americana CNBC, o CEO da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, Carlos Ghosn, o grupo automóvel franco-nipônico já regista vendas que lhe permitem fazer, neste momento, dinheiro com os veículos elétricos.

Somos, muito provavelmente, o construtor automóvel que está mais à frente, no que aos custos relacionados com os elétricos diz respeito, sendo que já anunciamos, ainda em 2017, que somos muito provavelmente o único fabricante que começa a ter lucros com a venda de carros elétricos

Segundo números avançados pela própria companhia, os lucros da Aliança atingiram os 3854 mil milhões de euros em 2017. Embora Ghosn nunca tenha especificado qual o contributo dado pelas vendas de veículos elétricos para este montante, sabendo-se de antemão que este tipo de automóveis continua sendo apenas uma pequena fração da totalidade de unidades transacionadas.

No entanto e naquilo que pretende ser uma demonstração de confiança, o CEO da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi garante não estar sequer preocupado com o previsível aumento do preço das matérias-primas utilizadas no fabrico das baterias. O aumento do custo das matérias-primas para as baterias será compensado pelo cada vez maior conhecimento sobre como fazer baterias de forma mais eficiente e como substituir algumas dessas matérias primas que estão nas baterias.

Recorde-se que os preços de matérias-primas como o cobalto ou o lítio têm vindo a subir consideravelmente nos últimos anos, devido ao crescimento da procura. Embora as quantidades utilizadas nas células sejam pequenas, o seu impacto no custo final das baterias ainda mínimo.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Razão Automóvel conteúdo

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