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domingo, 14 de janeiro de 2018

Mobilidade elétrica evolui lentamente no Brasil

Carros híbridos e elétricos já são uma realidade no Brasil, ainda que pequena. Embora a infraestrutura do país para atender à demanda de alguns desses veículos seja escassa – são poucos os pontos de recarga pelas cidades, por exemplo –, os fabricantes seguem com o cronograma de lançamentos.

A Porsche já iniciou as vendas da nova geração do Panamera híbrido, sedã de luxo equipado com motor a combustão e um elétrico que pode ser carregado em tomadas comuns de 220V. Composto por oito módulos, ele tem autonomia de 50 km e capacidade de movimentar o carro de R$ 529 mil a até 140 km/h.

“A eletrificação dos veículos é um caminho sem volta. No Brasil, questões estruturais precisam ser melhores discutidas e o processo caminha de forma mais lenta se comparado a países da Europa. Mas não tenho dúvidas de que esse nicho vai se desenvolver rápido e consideravelmente na próxima década”, afirma Werner Schaal, diretor de vendas da montadora alemã.

No país, são comercializados outros modelos do tipo plug-in (recarregados em tomada) como o Volvo XC90, Porsche Cayenne e BMW i3. Há, ainda, os híbridos de regeneração própria, como Toyota Prius e Ford Fusion Hybrid, BMW i8 e Mitsubishi Outlander PHEV. Todos eles, porém, têm preço acima dos R$ 100 mil. O elétrico Tesla Model X, comercializado por importação independente, beira a marca de R$ 1 milhão.

“A redução dos preços para beneficiar a compra desse tipo de veículo precisa ser expressiva, e o governo brasileiro precisa entender que a mobilidade elétrica vai chegar”, destaca Ricardo Guggisberg, presidente da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico).

Segundo ele, o novo regime automotivo em discussão, Rota 2030, deve abranger com mais propriedade o tema. “Além disso, daqui três ou quatro meses teremos o anúncio da regulamentação desse segmento, abrangendo os principais pontos a serem trabalhados para o seu desenvolvimento no Brasil”, revela. Enquanto as montadoras caminham a passos largos para trazer os veículos híbridos e elétricos, um desnível ainda atrapalha a fluidez do trânsito: a falta de infraestrutura para receber esses modelos.

Para o presidente da ABVE, a regulamentação do segmento de veículos híbridos e elétricos contribuirá para o desenvolvimento necessário de infraestrutura no Brasil. “Muitas empresas estão atentas a isso e querendo participar. Só falta o governo esclarecer o caminho a ser seguido e isso inclui a garantia de custos acessíveis”, explica Ricardo Guggisberg, presidente da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico).

Algumas marcas e empresas já realizam algumas ações de incentivo aos híbridos e elétricos. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, modelos da primeira geração do Nissan Leaf são utilizados para o serviço de táxi desde 2012. “Fizemos parcerias com a Eletropaulo, em São Paulo, e a Petrobras, no Rio, para que essas empresas fornecessem recarregadores para os carros”, diz Ricardo Abe, gerente de engenharia da Nissan.

Em parceria com a empresa de energia portuguesa EDP, a BMW instalará seis pontos de recarga para veículos elétricos em postos da rede Ipiranga no trecho que liga Rio a São Paulo, na Via Dutra. O investimento R$ 1 milhão permitirá a recarga de 80% das baterias em 25 minutos. A estreia está programada para primeiro trimestre de 2018.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Gazeta Online conteúdo

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