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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Mercedes diz que é melhor apostar em veículos a célula de combustível

O anúncio por parte do governo da Índia da intenção de forçar a indústria automotiva a converter-se por completo aos elétricos em 2030 levantou um coro de críticas por parte das mais diversas marcas presentes naquele mercado. A mais interessante foi, contudo, a do responsável da Mercedes naquele país, Roland Folger, pela forma aberta, pragmática e reveladora como falou do futuro.
Segundo Folger, não fará qualquer sentido mudar todo um mercado no sentido dos carros elétricos com baterias quando, dentro de pouco mais de duas décadas, em todo o mundo se guiarão carros a hidrogênio. É esta a fé inabalável que o executivo da Mercedes tem no progressivo desenvolvimento da tecnologia da célula de combustível ("fuel cell") que, através da reação do hidrogênio com o oxigênio do ar, consegue produzir a energia necessária para alimentar o motor elétrico. E sem emissões poluentes.

"Poderá o governo investir milhões de dólares na construção de estações de carregamento e respectivas infraestruturas? Se não, quem pagará a conta? Certamente que não será o sector privado. E mesmo que o governo reúna os fundos necessários, valerá tão grande esforço só para conseguir reduzir ligeiramente a poluição?". Estas questões colocadas por Roland Forger são pertinentes não só para a Índia mas um pouco para todo o Mundo, em especial para os países (nem é o caso de Portugal…) em que a geração de energia eléctrica ainda é maioritariamente feita a partir de combustíveis fósseis., afirmou Folger.

Em especial devido ao gigantesco investimento que será ainda preciso fazer numa infraestrutura de carregamento para milhões de carros elétricos, o que os veículos a hidrogénio quase dispensam, podendo apenas estar ligados brevemente à corrente para completar a carga de uma bateria que será sempre muito mais pequena que as dos actuais automóveis eléctricos.

O responsável da Mercedes – marca que se prepara para lançar forte ofensiva de produtos 100% elétricos, com baterias, inclusive sob uma nova submarca, a EQ – defende até os híbridos "plug in" como uma solução mais inteligente para a transição até à chegada com força dos carros a hidrogênio. Por terem baterias menores e, por isso, não exigirem uma infraestrutura tão grande e cara para o seu carregamento.

De momento, apenas a Toyota (que já vendeu mais de 3000 Mirai só na Califórnia), a Honda e a Hyundai comercializam modelos a hidrogênio. Mas a Mercedes apresentou, no último salão de Frankfurt, o GLC F-Cell que junta a tecnologia "fuel cell" que garante 437 km num depósito de hidrogênio a uma bateria de ionns de lítio que pode ser carregada na tomada, permitindo mais 49 km, num carro que conta com 200 cv de potência. A Mercedes tem uma frota destes GLC F-Cell em testes, antes de avançar para a sua comercialização.

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Publicado no Verdesobrerodas

Por Destakjornal conteúdo

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