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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Tesla S é adaptado para funcionar com eletricidade e hidrogênio

O fornecedor de gás holandês Holthausen Group “pirateou” um Tesla Model S e adaptou-o para este funcionar com eletricidade e hidrogênio. O projeto, que combinou os componentes originais do Tesla e os adaptados para funcionar com o hidrogênio, resultou no nome de “Projeto Hesla”.


Ainda não está definido o futuro quanto ao substituto do petróleo nas estradas, embora os carros elétricos tenham um ascendente maior no presente, pecando apenas no capítulo da autonomia.
Nesse ponto, este veículo pode viajar 1.000 km. O Tesla model S é um dos veículos elétricos mais cobiçados e, nalguns países, o mais procurado do mercado. Países como os Estados Unidos e, na Europa, como a Holanda e Noruega (entre outros também a norte) preferem este veículo pela sua fiabilidade e preço. O modelo 75D tem uma autonomia para 416 km, enquanto o modelo mais caro, o 100D e P100D, têm uma alcance de 539 km e 506 km, respetivamente.

Mas… e se o Modelo S pudesse ir ainda mais longe? Sim, é uma pergunta com sentido porque ainda não estão assim tão popularizados os carregadores de veículos elétricos, além de que nalguns países, como em Portugal por exemplo, são ainda “raros” os Super Carregadores Tesla. Desta forma, a ideia era ter um Model S, que tivesse uma autonomia digna de qualquer carro a gasolina ou a gasóleo, mas com as tecnologias “verdes” que o futuro está a reclamar.

Como foi veiculado pelo The Drive, um fornecedor de combustível Holandês, Holthausen Group, conseguiu aumentar o alcance de um Tesla Model S de forma significativa “pirateando” o sistema elétrico do Tesla e acrescentando, a par da eletricidade, uma forte de energia com base no hidrogênio. A empresa obteve assim sucesso ao conseguir, pela primeira vez no mundo, “fabricar” um carro movido a eletricidade e hidrogênio. O nome do projeto não poderia ser mais apropriado: Projeto Hesla.

Como a Tesla não estava envolvida no processo, o Modelo S foi adquirido em segunda mão. Conseguir que o Modelo S aceite o hidrogênio como fonte de combustível não foi fácil, com o engenheiro do grupo Holthausen, Max Holthausen, a chamar o sistema do veículo de “um grande labirinto”. Holthausen teve que desenvolver e implementar uma solução alternativa, o que aumentou a dificuldade do projeto.
Ainda é caro ter uma solução a hidrogênio sim. A incorporação de energia de hidrogênio custa uma quantidade excessiva de dinheiro. De acordo com o The Drive, a conversão do veículo para poder receber o hidrogênio custou mais de 58.000 dólares – acrescentando ao preço do veículo que foi de 79.500 dólares. Depois, há a questão de reabastecer hidrogênio.

Ainda é um processo um tanto ou quanto inconveniente, embora possa vir a ser tão simples e prático como o de carregar as baterias com energias. Para termos uma ideia dessa inconveniência, nos Estados Unidos, país onde possivelmente existem já mais modelos a hidrogênio na estrada, apenas estão disponíveis cerca de 39 estações de abastecimento de hidrogênio, com a maioria localizada na Costa Oeste – especificamente a Califórnia. As outras quatro estão na Carolina do Sul (2 estações), Connecticut (1) e Massachusetts (1).

A título de curiosidade, atualmente, a Alemanha possui um total de 32 estações de abastecimento em funcionamento, financeiramente apoiadas pelo governo Alemão através do seu programa National Innovation Programme for Hydrogen and Fuel Cell Technology (NIP). Apesar da escassez de tanques de hidrogênio para reabastecimento e apesar do custo de todo o processo, Holthausen ainda está a avançar com o Projeto Hesla. A empresa pretende aperfeiçoar o seu protótipo, para adquirir mais dados nos próximos meses.

Se esses testes fornecerem informações pertinentes, estes poderiam dar a outras empresas, que investiram em veículos movidos a hidrogênio, a experiência técnica para alcançar uma evolução “musculosa”. Se olharmos para o mercado, temos a sensação que afinal o futuro poderá mesmo passar pelo hidrogênio pois marcas como a Honda, que está empenhadíssima nos carros de hidrogênio, a Toyota que tem um camião a hidrogênio ou a Mercedes Benz que estreou o seu SUV alimentado com hidrogênio em setembro, fazem-nos ver que, afinal… poderemos ter um caminho diferente do hype que se faz sentir no presente.

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Publicado no Verdesobrerodas



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