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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Limite de emissões de 66,5 g/km deve beneficiar VE na Europa

Enquanto aqui ainda não sabemos o percentual de redução no consumo e emissão de poluentes para os próximos anos, já que o Rota 2030 ainda está travado em disputa tributária nos ministérios de Desenvolvimento e Fazenda, a União Europeia parte para o ataque contra a poluição veicular com uma nova proposta de meta de redução: 30% até 2030.

Considerado “agressivo” e “extremamente desafiador” para os fabricantes, o novo plano de corte nas emissões veiculares já sofre resistência de países-membros com grande produção automotiva, como a Alemanha. O motivo é que a meta significará enormes investimentos em tecnologias verdes para as montadoras, já que a redução de 30% não será com base nos níveis atuais, mas sobre as emissões de 2021, quando entra em vigor regras mais exigentes que as de hoje.

Para compensar os esforços dos fabricantes, a União Europeia propõe um nível provisório de 15% de até 2025, a fim de que os investimentos possam ser feitos de forma gradual para não arruinar as finanças das montadoras. Outra ação visando a introdução de mais carros elétricos e híbridos plug-in é a adoção de crédito fiscal para que as empresas possam amortizar parte dos custos de desenvolvimento, pesquisa, engenharia e produção no velho continente.

Mas, já é certo que ficarão de fora quaisquer outros veículos que não tenham emissão zero (elétricos e células de combustível) ou baixa emissão (híbridos plug-in). Ou seja, carros híbridos comuns, como proposto ao Brasil para servir de alternativa à falta de incentivos e infraestrutura, deverão ficar de fora. E mais, no caso dos plug-in, estes só são considerados de “baixa emissão” se emitirem menos de 50 g/km de CO2. Um híbrido comum – sem recarga externa – fica na casa de 80 g/km.

Além disso, a UE pretende liberar 800 milhões de euros para ampliação da rede de recarga pública e outros 20 milhões de euros para o desenvolvimento de baterias. Não haverá cotas para recebimento do crédito ecológico. Ou seja, os fabricantes poderão inundar a Europa com elétricos e híbridos plug-in que cada um receberá sua parte.

Na esfera política, a proposta da comissão europeia precisa ser aprovada pelos países membros, bem como pelo parlamento do continente. O tempo necessário para sua resolução é de pouco mais de um ano, normalmente. Mas, a proposta tem resistência por parte dos fabricantes, que chegaram a fazer lobby para reduzir o corte para 20%, que ainda teria “custo alto, mas aceitável”.

Atualmente, a União Europeia tem limite médio de emissão de CO2 de 130 g/km. Em 2021, este limite será de 95 g/km. Nesse último, as montadoras precisam ter mais híbridos comuns e carros diesel muito limpos para alcançar a meta, assim como um complemento com elétricos. Mas, em 2030, com base em 2021, o limite será de somente 66,5 g/km. Ou seja, ainda haverá espaço para carros convencionais a gasolina e diesel, bem como para híbridos comuns, mas todos sem benefícios fiscais.

A UE quer incentivar a produção e o desenvolvimento de carros elétricos no continente, visto que a percepção é a de que China, Japão e EUA – nessa ordem – estariam tomando a dianteira. O temor é que estes países venham a dominar o mercado mundial de carros elétricos no futuro.

Mas, pelo que se sabe no momento, pelo menos em termos de híbridos plug-in, a Europa poderá se destacar, pois existe o risco do fim de incentivos fiscais para elétricos e plug-in nos EUA, onde a Volkswagen já revelou a intenção de não vender híbridos com recarga externa por falta de apoio federal. A China está visando quase que exclusivamente o carro elétrico, enquanto o Japão parece empenhado no hidrogênio como matriz energética.

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Publicado no Verdesobrerodas



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