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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Drone e veículo elétrico autônomo

Nos debates autárquicos da última campanha eleitoral um tema nuclear surgia como angústia transversal a todas as cidades — a mobilidade urbana. Sobre as novas tendências, o CEiiA — Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto apresenta um novo argumento e eleva o debate a uma dimensão futurista. Como? Com o carro voador.


Uma engenhosa geringonça 4.0 que combina um drone, um habitáculo e um veículo elétrico autônomo.
Três peças separadas que se aliam para uma solução dois em um, podendo funcionar como automóvel elétrico com carregamento por indução e 200 quilômetros de autonomia ou ganhar asas pela integração do drone.

Esta é uma narrativa friccionada. O leitor, algures na próxima década, segue num táxi sem condutor. Ao deparar-se com um trânsito caótico, deixa a estrada e levanta voo, sob a ordem de um comando, para seguir sem empecilhos para a estação de destino. Entre a ficção atual e a realidade futura o segredo poderá estar no Flow.me, o carro-drone com que o CEiiA promete revolucionar a mobilidade urbana. O protótipo está em modo de testes por terra e ar para validar a solução e otimizar os componentes, fabricados com materiais leves como compósitos, plásticos e ligas metálicas. 

Na última semana voou por vários minutos a 200 metros de altitude e atingiu os 90 km/hora. A primeira vocação do modelo é o transporte de carga. A autonomia, entre três a seis horas, varia com o peso que o habitáculo carregue — na versão táxi, a capacidade será de duas ou de quatro pessoas. O plano do CEiiA é realizar o primeiro ensaio oficial no início de 2019, dinamizar depois um consórcio de desenvolvimento e concluir o programa até 2022. A aventura do carro-drone envolve €18 milhões. Nesta fase, o CEiiA conta já com a colaboração de empresas brasileiras suas parceiras em projetos que impulsiona no Brasil.

O principal desafio “está na integração de um conjunto de tecnologias que o centro já domina” por beneficiar da experiência acumulada “nas áreas automobilística, aeronáutica e de sistemas de gestão de mobilidade”, diz a diretora-executiva, Helena Silva. O fator crítico “reside na frente legislativa e na adaptação das cidades à nova realidade, com corredores e estações para receber as máquinas”. O modelo de negócio assenta na logística industrial e no serviço de mobilidade (partilhada ou solicitada), numa ação integrada com a oferta da cidade.

A Uber lida com novos conceitos de veículos, a Airbus pesquisa soluções que cruzam sistemas aéreos e terrestres, a Google corporiza a ambição do carro voador. O CEiiA aceita o desafio de “antecipar o futuro” e responde com o Flow.me para reforçar a posição de Portugal como “referência mundial no sector”. Um “projeto vanguardista que gera novas oportunidades para a indústria” e “voltará a atrair sobre a tecnologia portuguesa os olhares dos operadores internacionais”, diz a diretora do projeto. Para o CEiiA, o carro-drone é a chave que fecha um ciclo de dez anos. Aquando da parceria com a Pinifarina, em 2007, já as equipes luso-italianas alimentavam o sonho de uma machina volante.

A cidade do Dubai conta já com um corredor para táxi aéreo. No caso português, o centro de engenharia bate-se, junto do Governo, pelas zonas livres tecnológicas (ZLT), que removam barreiras e acomodem os dispositivos de mobilidade do futuro. O eixo Gaia-Porto-Matosinhos poderá servir de zona piloto.

O Flow.me é a cereja no topo do Mobi.me, a ferramenta de gestão que monitoriza em tempo real os serviços de transporte de uma cidade. O sistema é aplicado em 70 cidades de dez países, com 400 mil utilizadores. O negócio Mobi.me está em fase de autonomização, saindo do regaço do CEiiA para o mundo real, com a entrada de investidores privados.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Expresso conteúdo

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