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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Carsharing deverá apoiar a expansão dos veículos elétricos

“O carsharing está apenas no início e fará parte das soluções de mobilidade urbana no futuro”, garante Olivier Reppert, CEO da Car2Go, o serviço de mobilidade lançado há oito anos pelo grupo Daimler.

Com uma frota de 14 mil veículos das marcas Mercedes-Benz e Smart, em 26 cidades europeias, asiática e norte-americanas, a Car2Go foi o primeiro e é o maior sistema de free floating carsharing, o que significa que os veículos podem ser estacionados em qualquer lugar, não precisando por isso de estações próprias para levantamento ou entrega.

Das viaturas que compõem a frota, 1400 são smart fortwo e Mercedes-Benz Classe B elétricos, que operam em Estugarda, Amesterdão e Madrid, três cidades europeias onde a Car2Go está em modo exclusivamente elétrico. “O futuro do carsharing será 100% elétrico”, acredita Reppert, que assumiu as rédeas da empresa há cerca de um ano, depois de 12 anos no departamento de vendas da Mercedes-Benz e de seis ao serviço da smart.

Reppert esteve em Lisboa para participar na Web Summit e não esconde o interesse em alargar à capital portuguesa os serviços da Car2Go. Mas, para isso “é necessário alterar as regras de estacionamento nas zonas residenciais, para permitir o parking a veículos de carsharing”, explica. “Não é prático estarmos a operar numa cidade ponde existem estas exceções. É complicado. Até porque parte da conveniência do carsharing é a possibilidade de podermos estacionar em todas as zonas”, adianta.

Acredita que o carsharing será uma tendência urbana generalizada no futuro?
É uma questão de tempo. Tenho quase a certeza que o free floating carsharing está apenas no início. Porquê? Porque estamos a sentir um interesse crescente por este tipo de serviço, em todas as cidades onde já estamos presentes. As pessoas estão a perceber que o carsharing é uma alternativa real de mobilidade na cidade. Uma pessoa usa o serviço Car2Go, tem uma boa experiência, relata-a aos amigos e assim por diante. A notícia vai-se espalhando através do boca-a-boca.
Estou certo de que nas áreas metropolitanas, muitas pessoas estarão dispostas a trocar o segundo carro de casa pela utilização de serviços alternativos de mobilidade, como o carsharing, ou até mesmo os transportes públicos. Porque a mobilidade nas cidades do futuro vai-se fazer por uma combinação destas alternativas. Usa-se o carsharing porque gostamos de conduzir o carro, mas é conveniente para o consumidor que existam uma série de outras alternativas. E é por isso que acredito que estamos apenas no início e que, ao longo dos próximos anos, o carsharing se tornará cada vez mais relevante. 

Há uma ideia de que o carsharing pretende substituir uma parte do transporte público, mas isso não é verdade. Pelo contrário, as cidades onde estamos a ter maior sucesso são aquelas onde os transportes públicos funcionam melhor. E sabemos que os clientes estão a usar ambos os tipos de transportes. Eu acredito firmemente que o futuro do carsharing será 100% elétrico. Na apresentação que fiz na Web Summit, sobre o que vai acontecer por volta de 2030, defendi que as frotas de carsharing, serão completamente autônomas e elétricas. E isso é importante. Mas para que isso aconteça é preciso uma grande colaboração com as autoridades das cidades, para que existam infraestruturas e para que os veículos elétricos e autônomos sejam autorizados e possam circular nessas cidades.

Uma das prioridades é a autorização para podermos estacionar os nossos veículos em todas as ruas e zonas. Porque os nossos clientes não querem estar preocupados a pensar onde é podem estacionar. Em algumas cidades, como Lisboa, há áreas residenciais onde o estacionamento de viaturas de carsharing não é permitido.

Isto é importante, porque uma das vantagens do carsharing é a sua conveniência e facilidade de utilização, com recurso à aplicação de smartphones que permite ao cliente, em poucos segundos, abrir as portas e pôr o carro em andamento, ou fechá-las e abandonar o veículo estacionado. Tudo sem problemas ou grandes complexidades para usar o serviço. E isso exige que seja fácil estacionar.

Mas com a demand prediction, que prevê a procura pelo serviço em determinados locais, e os carros autônomos, não vais ser preciso estacionar… ... Teremos sempre de ter espaço para estacionamento, até porque poderão existir picos de utilização, horas de ponta no serviço. Se houver um grande evento, por exemplo, temos de responder ao aumento de procura nesse local, no final, e transferir para esse local uma parte da nossa frota que não estiver a ser utilizada noutros sítios. E isso exige espaço para parquear.
 
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Publicado no Verdesobrerodas



Por automonitor conteúdo

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