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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Veículo elétrico completa maratona do Rali da Mongólia

Não foi fácil a jornada do primeiro veículo elétrico a cumprir a maratona do Rali da Mongólia, entre o Reino Unido e o Extremo Oriente. Isso mesmo se comprova pelas insólitas soluções que foram necessárias para recarregar as baterias deste maratonista Nissan Leaf dos “Plug-In Adventures”.

O Nissan Leaf AT-EV (All-Terrain Eletric Vehicle) tornou-se no primeiro veículo elétrico a cumprir os 12874 km do Rali da Mongólia, quase completando uma ligação entre os Oceanos Atlântico e Pacífico.
Conduzido pelo casal Chris e Julie Ramsey, conhecidos como os Plug-In Adventures, este modelo tornou-se no primeiro veículo elétrico a concluir esta verdadeira maratona quando cortou a meta no dia 9 de setembro. Para trás ficaram quase dois meses de uma verdadeira aventura, recheada de momentos preciosos, como poderá descobrir no seguimento deste artigo.

Após já terem feito a ligação desde sua casa, em Aberdeen (Escócia), os Plug-In apresentaram-se a dia 16 de julho na linha de partida do Rali da Mongólia em Goodwood, no Reino Unido. Quando completaram o trajeto, em Ulan-Ude, numa zona da Sibéria próxima da fronteira com a Mongólia, terminaram uma viagem de 12874 km por treze países, que culminou com uma conta do “combustível” espetacular, pois foram gastos apenas 150€ em eletricidade ao longo do percurso. 

A esta longa distância haverá ainda que juntar mais 4000 km brevemente, pois quando o carro desembarcar do vagão onde fez o regresso para o Reino Unido os Plug-In Adventures planeiam ainda seguir por estrada ao longo dos 4000 km para Aberdeen.

Após uma fase inicial de travessia da Europa sem problemas para carregar o carro, a aventura do Nissan Leaf AT-EV no Rali da Mongólia começou a ser um desafio maior quando o casal Ramsey entrou na Romênia. Daqui para a frente “valeu quase tudo” para carregar as baterias, pois os postos rápidos foram ficando cada vez mais escassos. Foi portanto preciso encontrar alternativas, algumas delas bem peculiares…
Bares, cafés, hotéis, oficinas e concessionários automóveis, uma esquadra da polícia e quatro quartéis dos bombeiros, um salão de exposição de tratores e até uma barbearia juntaram-se a esta aventura, ao permitirem carregar as baterias. Mas o caso mais surreal foi quando, no meio da Sibéria, um eletricista qualificado acabou por “fazer uma ligação direta”, conetando o Leaf AT-EV diretamente a um poste de eletricidade.

Além de raramente ter sido pedido aos Plug-In Adventures o pagamento dos carregamentos, destaque para a simpatia que esta jornada despertou, pois a boa vontade foi além da eletricidade e inclui também a oferta de comida, bebidas e até alojamento.

Esta imensa aventura também demonstrou a fiabilidade do Nissan Leaf, que apenas teve um furo, uma jante danificada e a pala de um guarda-lamas partido. Durante a maratona do Rali da Mongólia, a maior distância percorrida entre carregamentos foi de 185 km, com a paragem a acontecer quando as baterias tinham apenas 6% da sua capacidade, e em média foram percorridos 153 km entre paragens. E os Plug-In Adventures até acabaram por ser embaixadores dos veículos elétricos, quando Chris foi convidado a participar no debate “2017 – A Energia do Futuro” que decorreu durante a Exposição Internacional de Astana, no Azerbaijão.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por  motor24 conteúdo

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