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domingo, 29 de outubro de 2017

Toyota reconhece que carro elétrico é melhor opção

Em entrevista à Reuters, Yoshikazu Tanaka, engenheiro-chefe do projeto Mirai, revelou: “Elon Musk está certo, é melhor recarregar um carro elétrico conectando-o diretamente à rede”. A afirmação, feita durante o Salão de Tóquio, surpreendeu. No entanto, o representante da Toyota rapidamente completou, dizendo que o hidrogênio também tem um lugar importante como alternativa ao uso da gasolina.

Se no Brasil, o debate é se o futuro será de híbrido flex ou carro puramente elétrico, em nível global, parece que a discussão terminou em relação ao hidrogênio. A citação atribuída à Elon Musk confirma o que o chefão da Tesla teria dito anteriormente, que a aposta no hidrogênio era “burra”. O bilionário sul-africano sempre defendeu que o meio mais viável como alternativa ao combustível derivado de petróleo era o carro elétrico.

Apesar da declaração de Musk, pesa contra o carro elétrico o tempo de recarga das baterias, cuja carga rápida no máximo é feita em 15 minutos, mas isso não confere uma autonomia plena, já que apenas 80% da capacidade é preenchida de forma muito rápida. No caso do hidrogênio, o reabastecimento necessita de meros 3 minutos para ser executada, dando plena autonomia ao veículo, que pode percorrer em média 500 km. A Hyundai, por exemplo, quer alcançar 800 km em cada abastecimento.

O problema do hidrogênio é sua obtenção e logística, muito mais cara que uma rede tradicional de pontos de recarga para carros elétricos. Além disso, a infraestrutura tem de ser muito cara e segura para manipulação do hidrogênio líquido. De qualquer forma, a Toyota acredita que ele também serve como alternativa, embora agora comece a mudar o tom com duas parcerias, ambas envolvendo a mesma empresa.

A primeira é nos EUA com a Mazda, que prevê uma grande planta de produção que deve fazer, entre outras coisas, carros elétricos para o mercado americano. A outra, no Japão, envolve também a conservadora Mazda, mas com a presença da Denso. O objetivo é o desenvolvimento de carros elétricos e baterias, embora a Toyota não tenha incluído o compartilhamento de sua bateria de estado sólido. 

Pelo sim, pelo não, a Honda parece ter percebido que o hidrogênio tem ainda muito chão pela frente até se tornar economicamente viável e assim determinou que o projeto FCV, que virou o Clarity, tivesse também propulsão híbrida plug-in e elétrico, além das células de combustível. A Toyota seguiu apenas com esse último no Mirai, que já vendeu 4,3 mil unidades em todo o mundo.

Mas a questão do custo envolve no hidrogênio pode ganhar um impulso para sua redução através da China. A Toyota vê o país asiático como esperança para tornar o combustível mais popular. O governo de Pequim determinou como meta que se tenha em circulação uma frota de 20 mil carros e 10 mil unidades industriais ao ano no país até 2025. No entanto, no mesmo período, o país terá um mercado anual de 7 milhões de carros elétricos.

Na Nissan, ao invés de se apostar diretamente no hidrogênio, a montadora japonesa focou no etanol como reagente no processo químico para obtenção de eletricidade em combinação com o oxigênio, funcionando 100% com o derivado da cana ou com presença de até 55% de água. Se o hidrogênio parece o futuro para os mercados consolidados, aqui essa tecnologia parece ter sido desenvolvida quase que exclusivamente, dado o álcool ser um produto amplamente difundido no país.

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Publicado no Verdesobrerodas



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