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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Será o ônibus urbano o candidato ideal para ser eletrificado?

Encontrar as soluções certas para aplicações específicas. Será o ônibus urbano o candidato ideal para ser eletrificado? Com o ruído ensurdecedor à volta dos silenciosos veículos zero emissões, esquecemos que as tecnologias “verdes”, como qualquer outra, poderão servir melhor outro tipo de aplicações do que aquela que nos querem “impingir” forçosamente – o automóvel privado zero emissões.

Sim, haverá um ponto no tempo onde estas tecnologias terão amadurecido o suficiente para se tornarem a melhor solução para tudo, ou quase tudo.
Mas até lá, não seria melhor encontrar receptáculos rolantes mais adequados para estes avanços? Existem mais “ratos de laboratório” por aí. Veículos cuja utilização implica rotas pré-programadas, tornando mais fácil calcular e dimensionar as necessidades energéticas para o seu uso. Ao contrário do automóvel privado que não obedece a padrões de utilização regulares e tem de responder aos anseios, por vezes infundados, do consumidor.

Rotas pré-definidas, trajetos curtos, velocidades baixas, número elevado de travagens são as condições ideais para um veículo elétrico. Precisamente o tipo de utilização que os ônibus urbanos têm. Já aqui nos referimos ao autocarro elétrico da Hyundai, mas felizmente, não é o único. Sabias que o veículo elétrico com mais autonomia atualmente é um autocarro? A Proterra, uma construtora norte-americana, apresentou um ônibus capaz de percorrer 1772 km. Mas tratando-se de um ônibus urbano, não necessitamos de valores dessa ordem de grandeza – o que implica menos baterias e logo custos inferiores. Em caso de necessidade, estações de carregamento rápido estrategicamente colocadas podem colmatar todas as necessidades energéticas.

É a proposta da New Flyer, outro construtor de ônibus norte-americano, ao apresentar o seu novo ônibus elétrico, o Xcelsior CHARGE. Disponível com diversas configurações, incluindo modelos articulados, permite autonomias reais a rondar os 200 km. Poderá ser equipado com diversos conjuntos de baterias que podem ir dos 600 kWh aos 885 kWh – como nota, o Tesla Model S fica-se pelos 100 kWh. Mas o interesse reside noutro tipo de números, avançados pela New Flyer.

O seu modelo terá uma vida útil de 12 anos e nesse período poupará até menos 400 mil dólares em combustível, até menos 125 mil dólares em manutenção e uma redução de emissões de gases de estufa entre 100 a 160 toneladas quando comparado com um autocarro a Diesel. 
Talvez o argumento definitivo que convenceu a cidade de Los Angeles, nos EUA, a encomendar 35 unidades com opção para mais 65, e que se juntarão aos 60 já encomendados à chinesa BYD – até 2030 todos os ônibus deverão ser zero emissões.

E os passageiros ainda beneficiam de conforto acrescido, com o Xcelsior CHARGE a ser bastante mais silencioso que um novo ônibus elétrico, o Xcelsior CHARGE Diesel. Apesar da autonomia parecer reduzida, a New Flyer garante 24 horas por dia de uso graças a estações de carregamento rápido, que em seis minutos garantem carga suficiente para mais uma hora de utilização. Para um carregamento total, usando o sistema plug-in incorporado, as baterias podem ser totalmente recarregadas em pouco mais de 90 minutos.

E por cá? Para quando a substituição dos inúmeros ônibus a Diesel que percorrem as nossas principais cidades?

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Razão Automóvel conteúdo

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