Este espaço é reservado a quem acredita na mobilidade sustentável e queira se juntar aos números abaixo:

* mais de UM MILHÃO de acessos ; * lido por mais de DEZ países, * mais de DEZ MIL postagens, * postagens (blog e mídias sociais) durante os 365 dias do ano, * newsletters semanal, * parcerias com eventos no Brasil e exterior. Clique AQUI para saber mais.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

São Paulo mostrará carro do futuro na Futurecom 2017

Se hoje existe uma série de campanhas para não mandar mensagens, maquiar-se ou fazer qualquer outra atividade ao volante, no futuro, por outro lado, tais práticas serão incentivadas. Uma vez que o dono do veículo não terá mais de se preocupar com dirigir (afinal, os automóveis serão autônomos), ele poderá usar aquele momento de forma produtiva. E as empresas já estão de olho em como preencher esse tempo.

Nesta terça-feira (03/10), especialistas e algumas das maiores empresas do setor automobilístico discutiram como enxergam as mudanças que estão por vir, durante a Futurecom 2017, em São Paulo. Entre eles, há ao menos um consenso: o automóvel será um "centro de serviços digitais". Ou seja, por dentro, ele vai mudar completamente.

Ricardo Bacellar, sócio-diretor da KPMG para a indústria automotiva no Brasil, apontou que há um processo de transformação forte no setor. "Nunca houve um momento de ruptura tão grande quanto agora." Segundo ele, trata-se de uma agenda complexa de um novo sistema automotivo e de mobilidade.

A KPMG fez um estudo sobre a mobilidade em 2030, e defende que o carro do futuro "funcionará de um jeito irreconhecível". Para a consultoria, estamos apenas no começo de uma verdadeira jornada transformadora. "Existem diversas projeções, mas todos já entendem que o veículo autônomo será um instrumento, um ambiente propício para fazer o que se quiser", diz Bacellar. Inclua nessa lista estudar, trabalhar ou simplesmente bater papo com família, enquanto o carro "se dirige" sozinho.

Flávio Lima, diretor estratégico da Renault, resume bem: "será uma extensão da sua sala de estar". O executivo diz que sua empresa tem trabalhado em um carro "people-centric". Isto é, focado em atender às necessidades das pessoas. "A indústria automotiva está num momento de ruptura e só quem entender o que o consumidor precisa vai ser uma empresa perene", diz Lima.
A rival BMW se diz otimista diante dessas transformações. "A empresa percebeu a mudança na sociedade", diz Henrique Canto Miranda, gerente de marketing de produto da companhia. Segundo ele, o foco no luxo e no produto em si serão mantidos, mas agora a BMW quer estar conectada com os clientes em todos os momentos. O assistente virtual de seus veículos pode ser acessado pelo usuário mesmo quando ele não está no carro.

Por sua vez, a Volkswagen define esse como "um momento muito importante". A empresa criou uma área de inovação e tem desenvolvido um veículo chamado Sedric, o primeiro carro da marca totalmente eletrônico e autônomo. "A gente vem fazendo investimentos muito elevados." "O futuro é agora", diz Péricles Mosca, diretor executivo da OnStar, o assistente virtual dos carros da Chevrolet. "A conectividade é um facilitador de tudo que vem pela frente." Leandro Teixeira, diretor de marketing da Volvo, define esse como um caminho "sem volta". Até 2020, a empresa quer devolver uma semana por ano de tempo útil para os seus clientes. "Conectividade tem um papel fundamental em devolver o tempo das pessoas."

Diante das possibilidades que um carro conectado criaria, já existem empresas acompanhando de perto as mudanças. Segundo Érico Fileno, diretor de inovação da Visa, a empresa tem trabalhado em um desenvolvimento "bem próximo" da indústria automobilística. "Entendemos que o carro é uma plataforma de serviços, então temos muito a contribuir."

Outra dessas empresas é a IBM. "A empresa usa o que tem em soluções cognitivas e em nuvem, para atender o segmento automotivo", diz Rodrigo Stanger, líder do setor automotivo para a companhia. A IBM percebeu, de acordo com ele, que o carro elétrico, conectado e autônomo faria com que o setor se reinventasse.

Até o setor de saúde quer tirar uma casquinha. Para Guilherme Rabello, gerente de inteligência de mercado do InovaInCor, "a indústria automotiva tem mais a ver com o setor de saúde do que se pode pensar". Ele imagina um futuro em que as pessoas possam ter seus sinais vitais monitorados, de forma não intrusiva, enquanto estão no carro. Se não se sentirem bem, o próprio veículo poderá levá-las ao hospital. "A saúde do século 21 não está mais dentro do hospital."

VerdeSobreRodas, o ponto de encontro com a mobilidade sustentável

PostagemSão Paulo mostrará carro do futuro na Futurecom 2017

Publicado no Verdesobrerodas



Por Época Negócios conteúdo

Nenhum comentário:

Postar um comentário