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domingo, 3 de setembro de 2017

O novo Acura NSX com motores elétricos é vitrine para a marca

O novo Acura NSX é a reencarnação ultratecnológica do mítico NSX da década de 90. Desenvolvido e fabricado pela Acura, a divisão de luxo americana da Honda, o novo NSX é, sobretudo, uma imensa vitrine tecnológica para a marca. 

No entanto, após seus primeiros meses no mercado, é possível analisar o modelo em termos de vendas e neste aspecto também é um modelo bastante peculiar.

O primeiro mercado onde esteve disponível foi em seu mercado natal, os Estados Unidos, já que é fabricado na planta que a marca possui em Ohio. Lançado em junho de 2016, após 14 meses nesse mercado vendeu 577 unidades até esta data, não é muito para um mercado como o americano, dando uma média de pouco mais de 41 unidades mensais, enquanto que no Canadá o número total nem sequer chega a 100, sendo vendidos somente 82 exemplares desde julho de 2016, um mês a menos de comercialização que nos EUA.

Levando em conta que esses números correspondem a um veículo que custa 157.800 dólares nesse mercado, pode ser até lógico, mas os números de seus concorrentes diretos, como o Mercedes-AMG GT (1.227 unidades) e o Audi R8 (736 unidades), são bem maiores nos Estados Unidos. É verdade que a linha AMG GT conta com várias versões e as mais econômicas partem de um preço notavelmente inferior ao do modelo japonês, mas se comparamos inclusive com as linhas completas da Lamborghini (1.033 unidades) e da Ferrari (2.326 unidades), com preços notavelmente superiores, inclusive em seus modelos de acesso, podemos comprovar como o NSX fica longe desses números.

A nova geração do esportivo japonês, a segunda oficialmente falando, mas realmente a terceira desenvolvida pela marca, não parece ter um objetivo muito claro no mercado. Por preço e desempenho se situa na esfera dos superesportivos, no entanto, embora a Acura seja um atestado de qualidade dentro de seu mercado, por imagem de marca nem a Honda nem a Acura parecem gozar de uma recepção similar à das marcas de esportivos e de modelos de luxo habituais.

Fora dos Estados Unidos o efeito é ainda maior. Até o dia de hoje, a Honda só conseguiu vender 2 unidades do modelo na Austrália, um mercado tradicionalmente amistoso com o produto japonês. Embora nesse caso, o motivo do mau desempenho seja muito simples de reconhecer, o NSX custa nesse mercado 420.000 dólares australianos (cerca de 332.000 dólares americanos), um preço estratosfericamente alto, mas que não é muito em comparação com o preço de um R8 V10 Plus nesse mercado - 7% a mais. Entretanto, o número de vendas do Audi R8 supera nada menos que 20 vezes o do NSX na Austrália.

À primeira vista e com esses baixos números nas mãos, parece que o esportivo da Honda não deixará sua marca como fez o seu antecessor. O NSX da década de 90 foi uma autêntica bofetada nos fabricantes tradicionais de esportivos na época, e embora o novo NSX provavelmente o seja a nível tecnológico e o antigo tampouco era um best seller em sua época, a verdade é que parece que o novo não terá o mesmo impacto na história e na mente dos aficionados como o modelo original.

Talvez o problema seja exatamente sua elevadíssima carga tecnológica - um complexo esquema híbrido com 3 motores elétricos e dez radiadores - que faz com que os possíveis compradores olhem para outro lado quando buscam um superesportivo. Ou talvez por algo mais simples, como a estética do modelo, bastante paliativa para ser um superesportivo de 573 cv, além de ser baseada na linguagem de design da Acura, utilizada por todos os modelos da marca. 

Talvez também a marca não tivesse conseguido dar-lhe o impulso de marketing necessário, ou estruturar uma linha com mais atrativos e novas versões. Seja qual for o motivo, a Honda pode ter entre as mãos um fiasco tecnológico de muitos milhões de dólares em desenvolvimento.

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Publicado no Verdesobrerodas



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