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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Europeus e asiáticos têm data para acabar com carro a gasolina

Alemanha, França, Reino Unido, Holanda, Noruega, Itália, China, Índia e outros países já anunciaram datas para o fim da comercialização de carros movidos por gasolina e diesel. 

Com a ascensão do carro elétrico, estes países buscam uma forma de pressionar os fabricantes de veículos para uma mudança de rumo, a fim de converter suas gamas de produtos movidos pelos derivados do petróleo por carros ecológicos, que eliminem as emissões de poluentes das cidades.

Várias cidades e regiões na Europa já começam a restringir a circulação de veículos comuns para conter o aumento dos índices de CO2 nas áreas centrais. O movimento se intensifica na medida em que os fabricantes de veículos ampliam suas gamas de carros elétricos e híbridos plug-in. O compartilhamento é outro meio do veículo de emissão zero dominar o cenário urbano.

Mas, o que dizer do mais importante mercado do mundo? Os EUA – sob a administração Trump – não dá sinais de seguir esse caminho nas próximas décadas, apesar do rigor das normas atuais. No entanto, a Califórnia quer dar um passo a frente do restante do país. O estado americano, governado como uma república, já considera o banimento do comércio de carros a gasolina ou diesel. Pelo menos no primeiro caso, isso soaria quase como uma ofensa ao mercado do país, sustentado basicamente pelo combustível.
 
 A preocupação é a poluição ambiental e, por ser o mais rico e densamente poluído dos EUA, a Califórnia quer seguir o mesmo caminho de países como a China. O governador Jerry Brown enviou um comunicado à Mary Nichols, presidente da CARB, o órgão ambiental do estado, questionando o motivo pelo qual ainda não tomaram a mesma decisão de encerrar as vendas de carros comuns nos próximos anos. Brown acredita que a região pode fazer o mesmo, fazendo um comparativo com a China, que emplaca anualmente 25 milhões de veículos. A Califórnia é responsável por mais de 2 milhões de carros por ano.

Legalmente, em nível federal, o estado pode determinar sua própria legislação veicular e impedir de fato as vendas de automóveis e picapes movidas por gasolina ou diesel. No entanto, a decisão local romperia a subordinação à EPA – agência ambiental americana – e a administração atual da Casa Branca não permitiria a independência total da CARB sob a alegação de um impacto enorme nas vendas do mercado automotivo dos EUA.

Ainda assim, a Califórnia pode forçar de forma legal a mudança do mercado local de carros comuns para elétricos através de novas normas ambientais e também por imposição fiscal, aumentando impostos para os combustíveis e reduzindo os de carros movidos por energia. De qualquer forma, para um mercado de 16 milhões, como é o dos EUA, a introdução de 2 milhões de elétricos anualmente serviria como um impulso para o restante do país. Estados como o vizinho Oregon, provavelmente seguiriam o exemplo californiano.

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Publicado no Verdesobrerodas



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