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sábado, 23 de setembro de 2017

China amplia investimentos em carros elétricos

Tudo bem que o carrinho abaixo é um tanto estranho, as rodas parecem ter saído de um velocípede e sua dianteira parece um daqueles pokemons raivosos. Por isso, talvez fique mesmo difícil imaginar um enxame deles em nossas ruas, pelo menos fora dos pesadelos. 

Mas esqueça um pouco o visual desse monstrinho aí e considere apenas a sua origem – chinesa – e tipo de propulsão: exclusivamente elétrica. E vá se acostumando com a ideia de que irá vê-los, provavelmente aos montes, por aí – não obrigatoriamente pequenos e esquisitinhos como os que posto aqui hoje.
Isso porque a China é hoje o país que mais e mais seriamente investe no desenvolvimento, fabricação e venda de carros elétricos no mundo. E, salvo alguma enorme novidade política e/ou econômica global, o país será, já na próxima década, líder mundial na produção e exportação desses veículos. 

Na Europa, alguns países como França, Suécia e Alemanha já definiram prazos para que as indústrias passem a comercializar apenas carros híbridos ou elétricos, todos por volta da década de 2030. Na China isso deve acontecer muito antes. Como vivem em uma ditadura, os chineses têm, na prática, em seu governo central a única e toda-poderosa instância de decisão.

E essa instância definiu como prioridade a eletrificação da frota de carros e, mais do que isso, o desenvolvimento e conquista da tecnologia necessária para a fabricação desses veículos, tendo em vista não apenas seu mercado, mas o do mundo inteiro. Dessa estratégia fazem parte insentivos fiscais e, para mais adiante, restrições ao uso de combustíveis em automóveis e sua progressiva eliminação.

Claro que os chineses não estão fazendo esse movimento apenas por conta da poluição atmosférica – que é um assunto de saúde pública em muitas de suas megacidades. Há tempos, modelinhos ultracompactos com propulsão elétrica, velocidade máxima baixa e preços próximos ao equivalente a R$ 10 mil são bastante populares nos grandes centros de lá. Agora, modelos de tamanhos maiores começam a ganhar espaço e a previsão é de que, em 2017, sejam vendidos perto de 300 mil deles – e mais de 400 mil em 2018. Isso só em seu próprio país.
Isso quer dizer que, quando a onda de carros elétricos chegar para valer, mesmo, nas ruas do mundo, os fabricantes chineses, com ou sem seus sócios multinacionais, já estarão em um estágio bem adiantado de produção e serão capazes de vender milhares (ou milhões) de automóveis desse tipo para quem quiser comprar, em qualquer lugar do planeta. E isso dentro da lógica comercial que tem sido sua marca no mercado: grandes volumes, preços baixos, estratégias agressivas...

Se eu fosse você já ia pesquisando quanto custa para instalar uma boa tomada na garagem. Aposto que já ha produtos chineses para isso à venda.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Jornal O Globo conteúdo

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