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terça-feira, 15 de agosto de 2017

DHL anuncia pedido de 20 mil veículos elétricos

O Deutsche Post – empresa que fora da Alemanha é conhecida como DHL – precisava substituir seus mais de 50 mil veículos de entrega de correspondências e encomendas que circulam no país. A tarefa não era nada fácil, ainda mais que a quantidade de carros era enorme e o principal fornecedor nada tinha – e ainda não tem – de alternativo para reduzir as emissões de CO2, uma meta exigida para o serviço postal germânico.

Por conta disso, a DHL se aproximou de uma startup chamada Streetscooter, que tinha um projeto de veículo elétrico que poderia ser modificado para o serviço postal.

Com alterações no conceito, o veículo foi aprovado pelo Deutsche Post e o primeiro pedido era de 10.000 unidades, que substituiria a meta da frota de Volkswagen Caddy, modelo praticamente padrão no correio alemão.

Só essa ação fez com que o próprio presidente da VW reclamasse publicamente da DHL, alegando que a empresa não havia consultado a montadora em busca de uma variante de baixa emissão de CO2. Mas a reclamação da Volkswagen não adiantou e o Deutsche Post partiu firme para substituição da frota. Logo, o plano subiu para 20.000 unidades, pois o projeto começou a chamar a atenção das empresas de transporte do país e e fora dele.

Como as marcas alemãs não tinham e ainda não têm furgões leves de propulsão elétrica com características semelhantes aos do StreetScooter, todos os olhos dos transportadores se voltaram para a DHL. Assim, o que era para ser somente a substituição de frota do correio alemão, acabou virando um bom negócio com a empresa, que agora vê uma demanda anual de 100.000 veículos por ano. A previsão inicial era de apenas 20.000, o que já era ótimo para um projeto que não previa ir muito longe da frota da companhia.

No entanto, a planta de produção, capaz de 20.000 unidades por ano se operando em plena carga, não dará conta da demanda e o Deutsche Post já está planejando a construção de uma nova fábrica, maior e localizada na Renânia do Norte-Vestfália. A ação é necessária, visto que os pedidos por um veículo limpo crescem mensalmente, impulsionados pelas restrições cada vez maiores nos grandes centros e pelo escândalo do Dieselgate, onde o óleo combustível já é visto com desconfiança no país.

O próprio Deustche Post tem ainda uma frota enorme para ser substituída e o projeto é ter uma frota 100% limpa em 2050. Até lá, a empresa poderá financiar sua própria renovação com as vendas do StreetScooter para empresas concorrentes. Aqui no Brasil, Os Correios operam apenas alguns veículos elétricos na região de Campinas, mas a BYD já oferece o furgão T3 para algumas empresas do setor de transportes, entre elas a própria DHL.

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Publicado no Verdesobrerodas



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