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sábado, 10 de junho de 2017

Honda acelera lançamento de veículos elétricos

A Honda vai acelerar o desenvolvimento e lançamento de veículos elétricos, híbridos e célula de hidrogênio. Na falta de horizonte claro sobre qual tecnologia vai prevalecer no futuro, a fabricante já tem pronta para uso estas três soluções, introduzidas no sedã Clarity, até há pouco tempo um carro conceito para mostrar em salões, que agora começa a ser vendido nas três opções de eletrificação. “Queremos eletrificar dois terços de todos os nossos automóveis até 2030”, prometeu o CEO global Takahiro Hachigo, durante a divulgação do novo plano estratégico da companhia esta semana no Japão. 

Com o objetivo de aumentar a velocidade da eletrificação de seu portfólio, em outubro passado a Honda criou a Divisão de Desenvolvimento de Veículos Elétricos, alocada dentro de sua unidade de pesquisa e desenvolvimento em Tochigi, no Japão. “Uma equipe especializada está agora dedicada a desenvolver veículos elétricos completos, incluindo powertrain e chassi”, disse Hachigo. 

Além dos três Clarity já desenvolvidos, a Honda promete lançar em 2018 um novo modelo alimentado por baterias exclusivo para a China, e também apresentará entre setembro e outubro próximos um outro elétrico destinado às demais regiões. “Vamos centrar foco em desenvolver novos carros dotados com nosso sistema híbrido plug-in de alta eficiência (em que as baterias são recarregadas pelo motor a combustão e também na tomada), ao mesmo tempo em que vamos fortalecer o desenvolvimento de elétricos a bateria ao lado de células de hidrogênio”, explicou Hachigo. 

Todas as três rotas tecnológicas de eletrificação exploradas pela Honda já estão em fase madura de desenvolvimento. Os três Clarity estão prontos para o mercado no que diz respeito à funcionalidade de uso, são carros confortáveis, bem acabados e com bom desempenho, mas ainda sem competitividade de preço. O Clarity com célula de hidrogênio é o mais caro de todos e já está à venda somente por leasing para empresas no Japão e nos Estados Unidos. Híbrido e elétrico farão sua estreia em breve em ambos os países. 

Para o time da recém-criada divisão de elétricos da Honda, atualmente a tecnologia híbrida plug-in ou puramente elétrica é a que faz mais sentido no horizonte mais curto de tempo, pois por um custo menor ambas têm potencial para redução substancial das emissões de gás de efeito estufa – considerando também que o motor a combustão do modelo híbrido pode ser alimentado por biocombustível, especialmente etanol, com emissões neutras, pois o CO2 lançado à atmosfera é reabsorvido pela própria plantação da matéria-prima do combustível, como milho ou cana-de-açúcar. Já a célula de hidrogênio, embora seja a mais limpa e eficiente das soluções de eletrificação, ainda precisa resolver o custo alto, por isso sua viabilidade comercial só deve ser alcançada entre 30 e 40 anos, nas estimativas dos engenheiros da Honda. 

 No futuro, o carro a célula de hidrogênio poderá ser ligado à rede elétrica de uma residência. Os engenheiros da Honda calcularam que o Clarity FCEV carregado é capaz de suprir por até sete dias a eventual falta de energia de uma casa regular. O veículo também poderá devolver à rede pública a energia que não usa, passando assim a ser um provedor.



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Publicado no Verdesobrerodas



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