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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Noruega é exemplo de mobilidade elétrica

Os noruegueses são considerados o povo mais feliz do mundo, mas fazem bastante por isso. A política de incentivo à compra de veículos elétricos e híbridos é só um exemplo.

O Outlander PHEV é um dos automóveis do momento na Noruega e ocupa o segundo lugar entre os mais vendidos. Lidera como PHEV, SUV e veículo 4x4. Uma das razões do sucesso, diz a Mitsubishi, é não só a economia na utilização mas também a segurança que o veículo oferece e que os noruegueses valorizam.
Eles que se comportam de forma exemplar na estrada. E ainda por cima são nórdicos, região que tradicionalmente vê nascer grandes talentos no desporto automóvel.

cenário prometia. A primavera pode já ter começado mas a temperatura pouco sobe dos 0 graus no lago Tisleifjorden. A água está gelada, numa superfície imensa que se estende por vários quilómetros. À chegada, dizem-me que as condições ainda são excelentes. O gelo tem uma espessura de 90 cm, o que quer dizer que não há qualquer risco de mergulhar com o Mitsubishi Outlander PHEV na água fria. Há três circuitos: um largo e rápido, outro mais lento e sinuoso e um último em circulo para fazer os chamados donuts.

O briefing de segurança passa mais por lembrar que em superfícies geladas tudo o que são movimentos bruscos dá mau resultado. A vantagem de uma superfície gelada é pôr à prova os sistemas de segurança do carro e a perícia do condutor numa situação limite. O certo é que em dias de muita chuva e frio, numa estrada portuguesa os desafios podem não ser assim tão diferentes.

O Exemplo norueguês
Os noruegueses são considerados o povo mais feliz do mundo, mas fazem bastante por isso. A política de incentivo à compra de veículos elétricos e híbridos é só um exemplo.

O Outlander PHEV é um dos automóveis do momento na Noruega e ocupa o segundo lugar entre os mais vendidos. Lidera como PHEV, SUV e veículo 4x4. Uma das razões do sucesso, diz a Mitsubishi, é não só a economia na utilização mas também a segurança que o veículo oferece e que os noruegueses valorizam.
Eles que se comportam de forma exemplar na estrada. E ainda por cima são nórdicos, região que tradicionalmente vê nascer grandes talentos no desporto automóvel.

A fórmula PHEV
Para começar talvez o melhor seja lembrar que o Mitsubishi Oultander tem no eixo dianteiro um motor a combustão 2.0 a gasolina com 121cv e em paralelo um bloco elétrico que debita 82cv. No eixo traseiro está outro motor elétrico com 82 cv. É o casamento destas três unidades que resulta num sistema 4x4 muito eficaz.

Não é fácil explicar o funcionamento do sistema, até porque a eletrónica desempenha um papel fundamental. Mas, aos primeiros quilómetros no lago gelado da Noruega, já se começava a perceber o trabalho do sistema S-AWC, que está na base da distribuição da potência entre os eixos e entre as rodas do lado esquerdo e do lado direito.

O dia avançava, a temperatura mantinha-se baixa, mas a experiência ao volante aumentava e, com ela, vinha uma condução mais rápida e a exigir mais do sistema criado de raiz pela marca japonesa. O S-AWC não é um dispositivo de controlo de tração convencional, já que não intervém apenas com travagem de uma ou mais rodas mas, quando é preciso, transfere a potência para o eixo ou para a roda onde é preciso ter mais tração.

A colocação das baterias, debaixo dos bancos, trás também vantagens em matéria de segurança passiva e ativa. Passiva porque estão numa célula à prova de impacto e ativa porque ajudam a baixar o centro de gravidade do automóvel.

QUEBRAR O GELO
Depois da pausa para almoço, que obrigou a um regresso ao hotel que ficava a uns 5 km da pista, já o andamento era bem melhor. Desta vez nem me preocupo com os 50km de autonomia elétrica do carro, já que o objetivo é mesmo ver a resposta do sistema S-AWC.

Ao final do dia, não tenho grandes dúvidas de que, numa estrada portuguesa e numa situação de aquaplaning, esta tecnologia pode mesmo evitar um acidente. Impressiona ainda mais quando se pensa que este é um automóvel com espaço para sete ocupantes e duas toneladas de peso.

Acabei o dia a desligar o ESC (controlo de estabilidade) e a usar o botão do S-AWC, que coloca o sistema em funcionamento permanente. É uma espécie de diferencial autoblocante de última geração. E sim, fiquei ainda com mais vontade de voltar a conduzir no gelo, ainda que no final do dia a ausência de neve nas linhas de trajetória tornasse a coisa numa espécie de patinagem artística.

Só faltava a sobremesa, uma sessão generosa de donuts na pista criada para o efeito, numa espécie de “não faça isto em casa” ou “prémio de bom comportamento”.

Este Mitsubishi Outlander PHEV tem tudo para ser uma proposta convincente, só lhe falta um preço mais competitivo, que poderia vir de uma política de incentivo à compra de veículos ecológicos que, por cá, parece mais estar a recuar do que a avançar. Não temos gelo mas temos muitos terrenos escorregadios, nomeadamente em matéria fiscal.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Expresso conteúdo

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