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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Mazda lançará modelo elétrico com extensor de autonomia

A Mazda vai lançar um modelo elétrico em 2019, provavelmente com um extensor de autonomia, à semelhança da solução proposta pelo BMW i3. Mas enquanto no BMW o pequeno motor de 2 cilindros (vendido como opção) transmite a potência às rodas através de uma transmissão, no futuro Mazda o extensor de autonomia alimentará um gerador que depois fornecerá eletricidade ao pack de baterias, tal como acontecia no Opel Ampera e no seu gémeo americano, o Chevrolet Volt.
Ao contrário de outros construtores, que optam por produzir gamas exclusivas para a sua oferta de veículos elétricos, o Mazda terá como base um dos modelos da gama convencional, posicionado como rival do Renault ZOE e inspirado no concept RX-Vision.

A Mazda registou também a patente de um sistema start-stop desenvolvido especificamente para os motores Wankel, de que a marca japonesa é uma das especialistas. A Mazda usou durante anos como uma das suas bandeiras os veículos com motores rotativos tipo Wankel, mas abandonou a tecnologia em 2012, quanto a produção do desportivo RX-8 foi descontinuada. Em 2015, no Salão Automóvel de Tóquio, exibiu o concept RX-Vision, com um motor Wankel. A melhoria de eficiência deste tipo de motores rotativos é um dos desafios que a Mazda tem pela frente, se quiser ressuscitar a tecnologia.

Apesar deste handicap, um motor Wankel poderia servir como uma boa solução para o extensor de autonomia do futuro modelo elétrico e, seguramente, melhor que a opção por um convencional bloco de 4 cilindros, adianta a autoblog, até por ser menos intrusivo e mais suave quando entra em funcionamento.

A combinação de um motor elétrico com um extensor de autonomia Wankel era a solução proposta pelo concept Mazda2 RE, apresentado em 2013. Em 2010, a Audi também testou esta solução com um modelo A1, mas a ideia foi abandonada por falta de viabilidade. “Comprometemo-nos em cumprir os objetivos para 2019 da regulação ZEV (zero emission vehicle) na América do Norte", disse recentemente ao Wall Street Jornal, o CEO da marca Masamichi Kogai, referindo-se à exigente legislação aprovada pela Califórnia, que impõe os fabricantes de automóveis façam às marcas uma percentagem das vendas com veículos sem emissões.
A Mazda está ao lado de outros fabricantes de dimensão média que pretendem que para a contabilidade das emissões entrem não apenas os veículos 100% elétricos, mas também os fuel cell e os híbridos.

A Mazda assinou um acordo para a utilização do sistema híbrido e acesso à investigação de baterias da Toyota, que garante a ambas as marcas uma repartição dos custos coma produção de modelos com esta tecnologia. A Toyota anunciou, entretanto, que vai lançar um modelo mass market 100% elétrico em 2020 e a Mazda confirmou já que a partir de 2021 alargará a sua gama elétrica com modelos híbridos plug-in.

No ano passado, a Mazda arrancou com os ensaios de uma variante híbrida do seu compacto Mazda3, combinando a tecnologia Hybrid Synergy Drive da Toyota com dos seus motores gasolina da família Sky Activ, e de versões 100% elétricas com e sem extensor de autonomia do pequeno Mazda Demio japonês, vendido fora do Japão como Mazda2.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por automonitor conteúdo

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