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domingo, 30 de abril de 2017

Elétrico Zoe tem maior autonomia e menor preço

Contrariando muitos prognósticos, a ideia de ligar um carro à tomada pegou. A autonomia começou por ser reduzida mas tem vindo a aumentar, ao ponto de eliminar o medo de ficarmos sem energia. Andar de carro elétrico? Sim (cada vez mais) sem stress. 

Pegamos nos três elétricos mais vendidos na Europa e em Portugal e fomos confirmar se autonomia corresponde aos valores anunciados. Renault ZOE, agora com uma autonomia de 400 quilômetros, Nissan Leaf (250 quilômetros) e BMW i3 (300 quilômetros) são, na verdade, as grandes estrelas do momento.
Vale a pena dizer que, em qualquer dos casos, o aumento da autonomia deve-se, essencialmente, à maior capacidade de armazenamento das baterias, que varia desde os 30 kWh do Nissan, até aos 41 kWh do Renault, passando pelos 33,2 kWh do BMW.
  
Todos foram postos à carga de véspera, o que permitiu às baterias partirem com a capacidade máxima e, no final, os resultados apurados não divergiram muito dos anunciados. Na chegada a Setúbal, após 74,9 km percorridos, o Renault Zoe ainda marcava uma autonomia para 267,9 km, enquanto o BMW i3 anunciava a possibilidade de cumprir mais 173 km.

Um valor muito bom que tem resultado da boa gestão do sistema elétrico e da enorme capacidade de regeneração de energia, especialmente nas desacelerações. Já o Nissan Leaf chegou a Setúbal com 152 km. Contas feitas, verificamos que o consumo variava entre os 12.2 kWh do BMW e os 16,2 kWh do Renualt ZOE, passando pelos 14,9 kWh do Nissan, um valor que o carro japonês manteve até final.
No fim, os valores de autonomia alcançados, somando a distância percorrida com o resto da autonomia, mostraram que os números não andam muito longe dos valores que cada uma das marcas diz alcançar.

O Renault ZOE foi o que ficou mais próximo (290 km, menos 10 km), seguido do Leaf (200,4 km, menos 49,6 km) e o BMW i3 ( 229 km, menos 71 km). A maior capacidade da bateria do ZOE implica, também, mais tempo para a carregar, podendo chegar às 15 horas, contra 10 horas do Leaf e 9,8 horas do i3, considerando a mesma potência da rede (3,7 kW). O BMW é sempre o mais rápido a carregar, podendo demorar cerca de 45 minutos para uma carga de 80 por cento numa rede com 50 kW de potência. Ele é também, dos três elétricos, o mais caro e aquele que oferece menos equipamento de série, além de não oferecer a possibilidade do aluguel da bateria.

O mais barato é o que mais quilômetros alcança. O ZOE, nesta fase de lançamento, custa apenas 17 560 euros, incluindo o incentivo. Escolhendo a melhor tarifa (0,065 euros/kWh no período de supervazio), a carga completa do Renault que, tal como nos outros pode ser programada interior ou exteriormente através de uma aplicação no smartphone, custa 2,6 euros (1,95 euros no Leaf e 2,1 euros para o i3). Este é um custo de utilização muito inferior a um diesel.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Motor 24 conteúdo

Um comentário:

  1. Este artigo não está correcto ao dizer que o Renault foi o que mais se aproximou porque a autonomia é de 400 e não 300, assim a perda não é de 10 km mas sim 110 face ao valor real. Um erro que pode influenciar...

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