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sábado, 11 de março de 2017

Os desafios da mobilidade elétrico nos EUA

Mudanças de governo quase sempre traz alguma tensão ao mercado. Com a administração Trump, nos EUA, não é diferente e muitos se perguntam como ficará os investimentos em mitigação de emissões dos transportes com veículos elétricos.

A Green Car Reports (GCR) levantou essa questão. Como o mercado dos EUA, o segundo maior ficando atrás apenas da China, tem grande poder de influência, o primeiro ano da nova administração será muito importante para o futuro da mobilidade elétrica.
Entre as medidas mais importantes da Gestão Trump, capaz de impactar o futuro dos VEs, estão as políticas de incentivos para produção dos VEs; legislação incentivando a adoção de veículos de emissão zero (principalmente carros elétricos) e políticas de incentivo a ampliação da infraestrutura de carregamento, política de redução de emissões dos transportes rodoviários.
 
A seguir comentamos algumas questões consideradas pela GCR como muito importantes para a mobilidade elétrica nos EUA.
1. O que significa a administração Trump para carros elétricos?
A GCR lembra que a nova administração já disse que pretende matar o Plano de Energia Limpa para reduzir as emissões de carbono da geração de eletricidade.

Recentemente, o administrador da EPA, Scott Pruitt, disse que o dióxido de carbono liberado pela atividade humana não é uma das principais causas das mudanças climáticas, contradizendo diretamente o consenso científico.

Não é a primeira vez que ele negou a ciência do clima, mas parece estar em conflito diretamente com seu testemunho durante as audiências de confirmação do Senado. Além disso, a administração iniciou agora o processo de reabertura do período de comentários para os limites de emissões dos veículos automotores pela EPA para o período de 2022 a 2025. O referido período de revisão intercalar foi interrompido por mais de um ano quando a agência finalizou os limites propostos pouco antes de Trump assumir o cargo.
 
Mas a verdadeira questão a ser observada é se o EPA sob a gestão Pruitt irá, após as renúncias rotineiramente concedidas desde 2009- permitindo à Califórnia estabelecer seus próprios limites de emissão e adotar as regras nacionais ou mais rigorosas – manter tais políticas ou as mudará.

2. Como ficará o plano "Electrify America" da VW para veículos zero emissão?
Isso é composto de várias outras indagações. Será que a administração Trump irá permitir que os recursos da Volkswagen oriundos do escândalo do diesel seja investido de acordo com o planejado? Qual será a divisão dos investimentos entre o carregamento de carros elétricos e a infraestrutura de abastecimento de hidrogênio? Será que os desafios judiciais das redes de tarifação existentes impactarão os planos do Grupo VW?
 
3. Quão sério é o plano da GM sobre a venda do Chevrolet Bolt EV?
Depois de muita confusão não só entre os compradores, mas seus próprios concessionários, a Chevrolet emitiu um comunicado regionalizado informando quando o Bolt EV poderia ser encomendado nos concessionários (no primeiros nove meses deste ano).

Resta ainda saber se a GM terá infraestrutura separada para os VEs. A Tesla montou sua própria rede por acreditar que vender VEs requer treinamento e estratégias diferenciadas. Outras marcar como a Nissan, tem divisão própria para os VEs.

Vale ainda lembrar que os projetos da GM com veículos elétricos nunca decolaram. Apesar dos anúncios de Bolt EV, a marca norte americana, não parece muito  animada com o segmento dos veículos eletrificados. Aliás, depois de ter, no passado recente, feito algum “barulho” com as vendas de Volt, a empresa já não diz nada sobre os volumes de produção.
   
No entanto, agora há um fator novo que poderá mudar a forma da GM encarar a mobilidade elétrica: a mudança do modelo de negócio da indústria automobilística que passa a focar os serviços a não mais apenas o produto.

Tanto assim que o Bolt EV, também, está sendo designado para o serviço de compartilhamento de carros, fruto de parceria da GM com a Lyft, concorrente da Uber. Não está claro quantos EVs Bolt estarão disponíveis para compradores de varejo.

O fato é que não está muito claro se a GM vai realmente querer que os VEs tenham participação significativa em seu portfólio de produtos. Tudo o que ela diz é que poderá fabricar muitos Bolt EVs se houver demanda de mercado.
  
4. Depois de 6 anos há marketing agressivo para carros elétricos?
A falta de marketing inteligente para carros elétricos após seis anos continua a ser um dos problemas mais desconcertantes e frustrantes identificados por quem advoga a favor dos carros elétricos. Basta comparar o mídia dos modelos a combustão interna para perceber que os VEs tem espaço limitado na mídia.

Experimente a perguntar a qualquer pessoa qual é a marca mais importante em carros elétricos. Provavelmente a resposta será Tesla, embora a Nissan tenha vendido mais modelos Leaf do que qualquer veículo de Tesla e a própria GM Bolt EV com mais de 320 quilômetros (200 milhas) de autonomia.

Então, depois de seis anos você já viu de um grande fabricante de automóveis realizando publicidade ou marketing destacando as vantagens práticas dos carros elétricos, incluindo que eles são muito mais agradáveis para conduzir?
 
Como base nesta e outras observações, alguns analistas dizem que os grandes fabricantes não querem vender carros elétricos, preferindo os veículos com motor a combustão interna que são mais rentáveis.

Essas são apenas algumas questões que deverão ser respondidas nos próximos doze meses. Enquanto isso, muito pouco se pode afirmar sobre o futuro da mobilidade elétrica nos EUA.

Na Europa, a mobilidade elétrica parece um pouco mais consolidada, no entanto, nunca é demais lembrar que Holanda, França e Alemanha têm eleições se aproximando.

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Postagem: Os desafios da mobilidade elétrico nos EUA
Publicado no Verdesobrerodas



Por GCR e VSR conteúdo

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