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quinta-feira, 16 de março de 2017

Governo português abriu concurso para compra 170 carros elétricos

Lisboa e Porto estão a partir desta quarta-feira ligados por pontos de carregamento rápido de carros elétricos nas estações de serviço da A1, que permitem carregar a bateria para a próxima etapa da viagem em menos de meia hora.

Com paragens nas estações de serviço de Aveiras, Santarém e Leiria, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, conduziu dois carros elétricos de última geração para demonstrar a capacidade dos novos pontos, capazes de abastecer a bateria de um carro em cerca de meia hora.

Para dar o exemplo da mudança para o elétrico, com ganhos ambientais e economia, o Governo abriu concurso para a compra de 170 carros de última geração, capazes de autonomias de cerca de 400 quilômetros. Além disso, este ano foi lançado concurso para apoiar a compra de 500 ônibus elétricos, que acabaram por ser 516, a maior parte para as empresas públicas de transporte que operam em Lisboa e Porto.

No âmbito do Fundo Ambiental lançado este ano, foi também recomendado às autarquias que mudem para o elétrico nos seus veículos técnicos mas também para os carros de serviço dos piquetes, a que responderam 119 municípios. O ministro destacou que os carros elétricos estão a ficar mais baratos, podendo hoje comprar-se um por entre 20 mil e 22 mil euros e contar com o incentivo à compra de carro elétrico, no valor de 2250 euros por carro.

No ano passado venderam-se 700 carros elétricos em Portugal, de um total de 4.230 a circular, um número que se espera que aumente este ano para o dobro. João Matos Fernandes afirmou que os transportes são responsáveis por 23% das emissões atmosféricas, que Portugal tem que reduzir em 26% até 2030, como se comprometeu no Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015. Ao todo, na A1, entre Lisboa e Porto, estarão dez pontos de carregamento distribuídos pelas estações de serviço de Aveiras, Santarém, Leiria, Pombal e Antuã. O ministro acredita que "em dez anos" haverá uma procura de postos de abastecimento elétrico semelhante à de combustíveis fósseis.
O Governo planeja instalar mais pontos de carregamento rápido, no prazo de um a dois meses, em Aveiro, Vilar Formoso, Abrantes, Castelo Branco, Guarda, a juntar aos mais de mil de carregamento mais lento já instalados em todo o país. No fim do ano, todos os municípios portugueses deverão ter pelo menos um ponto de carregamento de carros elétricos.

Habituado a guiar um carro elétrico em Lisboa, João Matos Fernandes, natural do Porto, antecipa que poderá passar a ir de carro elétrico para casa, mesmo com uma autonomia de cerca de 80 quilômetros, típica dos automóveis elétricos de primeira geração. 

O secretário de Estado adjunto e do Ambiente, José Mendes, afirmou que os postos de carregamento rápido passarão a ser pagos, apesar de hoje a energia ser gratuita para quem tem carro elétrico. "Vai ter que se pagar", reconheceu, afirmando que as operadoras elétricas estão a já a testar formas de criar um cartão, associado ao consumo de eletricidade caseiro, para usar nos postos e pagar a eletricidade do carro na fatura mensal.

José Mendes indicou que as operadoras tenderão a criar "tarifários específicos" para a eletricidade dos carros. O presidente da EDP, Antônio Mexia, disse à Lusa que mesmo pagando, o consumo de eletricidade ficará sempre "muito mais barato" do que a gasolina ou gasóleo. O responsável da elétrica portuguesa referiu que se todos os carros a circular passassem a elétricos, isso significaria menos "1,5 mil milhões de euros" gastos em importações, com a capacidade de produção que Portugal já tem, incluindo de fontes renováveis.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Diário de Notícias conteúdo

Um comentário:

  1. O que o ministro diz ‘ante ontem’ (segunda feira) e ontem

    Este blog excelente relatou na terça feira “Além disso, este ano foi lançado concurso para apoiar a compra de 500 ônibus eléctricos (cuidado, aqui as pessoas pensam que esta a falar de trolley quando usa a terminologia brasileira), que acabaram por ser 516, a maior parte para as empresas públicas de transporte que operam em Lisboa e Porto.”
    Hoje, o meso ministro foi citado
    “Portugal vai ter 516 novos ônibus a circular por todo o país, entre 2018 e 2020, dos quais 78 são elétricos e 438 são movidos a gás natural”
    o citado concurso - aberto as duas tecnologias eléctrico + gás natural - não foi anunciado por um número de autocarros mas com tecto de 65 mios e máximos de subsídios (85 % do custo do diferencial tecnológico, não do custo do autocarro) de 200.000 € no caso do eléctrico e 100.000 € no caso do gás natural.
    Assim, o resultado do concurso que foi 516 autocarros, podia ter sido mais ou menos, dependente da iniciativa de quem concorreu e da opção gás natural ou eléctrico que foram propostas.


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