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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Montadoras priorizam alianças para novas tecnologias

Vão longe os tempos em que os fabricantes de automóveis viviam como se fossem ilhas em um enorme oceano. Alianças, associações e contratos de parceiras para desenvolvimento de novas tecnologias são firmados com muito mais frequência que outrora. A receita do bolo é simples. O melhor da capacitação individual é compartilhado nessa sociedade em busca de um projeto comum.

Como estão fazendo agora a japonesa Honda e a americana General Motors, que acabam de estabelecer a primeira operação conjunta da indústria para a fabricação de um sistema de célula de combustível.
 
Essa tecnologia avançada será aplicada nos futuros produtos das duas empresas.
Mas não é a primeira vez que ambas dividem a mesma “prancheta”: em 1999 trabalharam juntas no desenvolvimento colaborativo de sistemas de propulsão, quando a Honda fabricou 50.000 motores V-6 para o modelo Saturn VUE e recebeu motores a diesel da filial da GM, Isuku, para uso na Europa.
 
Passados dezoito anos se juntam novamente, desta vez para criarem uma joint-venture da indústria automotiva para a produção em massa de um sistema avançado de células de combustível de hidrogênio, que será utilizado nos futuros produtos das duas marcas.

Denominada Manufatura de Sistema de Células de Combustível, LLC (Fuel Cell System Manufacturing, LLC), a nova empresa irá operar dentro da fábrica de baterias da GM em Brownstown, Michigan. 

A produção em grande volume está prevista para iniciar por volta de 2020 e gerar aproximadamente 100 novos empregos. As empresas estão realizando aportes igualitários, totalizando um investimento de R$ 85 milhões na joint-venture.
 
As conversas para concretização do projeto se iniciaram em 2013 e agora tomam forma e conteúdo.

Experiência e know-how não faltam para o êxito da iniciativa, pois ambas as marcas são líderes reconhecidas em tecnologias de célula de combustível com mais de 2.200 patentes, de acordo com o Índice de Crescimento de Patentes de Energia Limpa. A GM e a Honda aparecem no ranking como número 1 e número 3, respectivamente, em número de patentes de células de combustível registradas entre 2002 e 2015.

A tecnologia de célula de combustível aborda muitos dos principais desafios enfrentados pelos automóveis na atualidade: dependência do petróleo, emissões, eficiência, autonomia e tempo de reabastecimento. Veículos movidos a célula de combustível podem operar com hidrogênio produzido a partir de fontes renováveis como a energia eólica e a biomassa. O vapor-d’água é a única emissão de veículos desse tipo.

Além de aprimorar o desempenho do sistema de células de combustível, GM e Honda estão trabalhando para reduzir o custo de desenvolvimento e fabricação por meio de economias de escala e fornecedores comuns. As duas empresas também seguem trabalhando junto a governos e outras partes interessadas para avançar na infraestrutura de reabastecimento, fundamental para a viabilidade em longo prazo dos veículos a célula de combustível, bem como a aceitação dos consumidores.
 
A Honda iniciou a entrega do novo Clarity Fuel Cell aos clientes japoneses e norte-americanos. O Clarity Fuel Cell recebeu a melhor avaliação em autonomia da Agência de Proteção Ambiental Americana (EPA) entre os veículos elétricos sem motor à combustão, com uma classificação de autonomia de 589 km e uma economia média de combustível de 109 km/L do equivalente a gasolina.

Mas não é apenas Honda e GM que estão descortinando um novo futuro tratando-se de matriz energética, a alemã BMW e outra japonesa, desta vez a Toyota, estão juntas em um projeto similar e que tem a mesma data, 2020, para se tornar algo efetivo e começar a disponibilizar automóveis movidos com esta tecnologia.

Em muito tempo outras ações neste sentido se tornaram públicas, é responsabilidade do setor automotivo criar configurações alternativas de alimentação e melhorar o uso de combustível para cumprir as regras de emissões de poluentes, cada vez mais estritas. O futuro é hoje.

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Publicado no Verdesobrerodas



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