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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Banco Mundial alerta para necessidade de investmentos em VEs na AL

O setor de transportes consome 27% da energia do mundo e 60% de todo o petróleo. Considerado um dos principais responsáveis pelas mudanças climáticas, terá de se reinventar para que o planeta esquente no máximo 2ºC neste século, conforme previsto pelo Acordo de Paris.

A boa notícia é que a tecnologia para “limpar” o setor já existe: veículos elétricos, gás natural, satélites, GPS e outras ferramentas podem melhorar o planejamento do trânsito nas grandes cidades.
Na América Latina, o Banco Mundial aponta progressos, mas alerta que ainda falta muito para essas tecnologias e respostas sustentáveis se tornarem uma realidade hegemônica.

Entre 2007 e 2014, a oferta de pistas em que o transporte coletivo tem prioridade passou de 1,049km a 2.083km, um aumento de quase 100%, de acordo com um estudo da Corporação Andina de Fomento (CAF) feita em 29 regiões metropolitanas da América Latina. No entanto, o documento conclui que as atuais condições de mobilidade nas áreas estudadas são inadequadas para a maioria da população.

Oitenta por cento da população latino-americana vive em zonas urbanas. Nos últimos seis anos, um quadro de desaceleração econômica generalizada na região prejudicou os orçamentos locais e os investimentos em infraestrutura. Mesmo assim, surgiram soluções inovadoras para diminuir a poluição do setor de transportes. Uma delas mudou o cenário de Fortaleza, no Ceará.

Nas palavras do ex-secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Luiz Sabóia, a capital “tem tantos problemas que muita gente ainda não se preocupa com desenvolvimento sustentável”. Isso não impediu a cidade de desenvolver dois mapas de emissões de gases do efeito estufa liberados por transportes. O município também estabeleceu um objetivo de reduções para o setor: 20% até 2030.

Para bater a meta, Fortaleza apostou em medidas de baixo custo, como a criação de ciclovias — atualmente são 199km de pistas para bicicletas — e faixas exclusivas para ônibus — que já se estendem por 98km.“Houve certa resistência quando destinamos uma das pistas da principal avenida da cidade só para ônibus, mas tanta gente usa esse meio de transporte que foi melhor alocar 25% do espaço para tal fim”, afirma Sabóia. Outra ideia foi criar programas de compartilhamento de bicicletas e carros elétricos. Vinte automóveis foram colocados à disposição da população.

As iniciativas de Fortaleza foram apresentadas no evento Transformando o Transporte, em Washington. O encontro ocorreu em janeiro e foi promovido pelo Banco Mundial e pelo World Resources Institute. No fórum, também foram discutidas as experiências de Bogotá e Buenos Aires para “limpar” o setor de transportes. Bogotá e Buenos Aires também são exemplo.

A especialista do organismo financeiro em transportes, Maria Cordeiro, explica que “implementar uma tecnologia não significa que a mobilidade urbana será automaticamente sustentável”. “O desafio de mudar para tecnologias limpas será menor se os sistemas de transporte como um todo forem mais eficientes.”

Um país que invista em ônibus movidos a gás natural, mas não tenha acesso fácil a esse recurso, pode acabar produzindo ainda mais emissões de carbono. Já as prefeituras que optarem por veículos movidos a bateria precisarão entender e planejar bem como eles se conectarão à rede elétrica da cidade, de modo a não haver sobrecarga, por exemplo.

VerdeSobreRodas, o ponto de encontro com a mobilidade sustentável

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Publicado no Verdesobrerodas


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