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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

VE poderá se benefiar de energia limpa no Brasil

O ano não poderia terminar melhor com o Simpósio de Veículos Elétricos e Híbridos realizado pela SAE BRASIL, boa reflexão de fim de ano e definição de estratégias para 2017 em diante para aqueles que querem continuar no setor da mobilidade.

O ano de 2016 foi de fato desafiador no melhor sentido da palavra. Felizmente, os brasileiros em geral, e os que militam na indústria em particular, estão acostumados a lidar e a vencer obstáculos de toda order. 

De uma maneira ou de outra nos adaptamos bem às ressacas da economia e à instabilidade política brasileira, com respostas criativas e resultados positivos.

Na SAE BRASIL não foi diferente. Ultrapassamos adversidades por caminhos que exigiram certa desconstrução de conceitos de gestão administrativa, reorganizamo-nos internamente e readequamos despesas à situação. Verificamos que seria preciso ir além, e decidimos abrir o nosso quadro associativo para a adesão de empresas, que desde a fundação da entidade no País, em 1991, é formado unicamente por pessoas físicas. Criamos a categoria de Mantenedores da SAE BRASIL.

Ante a velocidade dos avanços tecnológicos, a sofisticação crescente dos sistemas aplicados à atividade manufatureira e daqueles embarcados nos veículos, bem como as novas necessidades de inovação nas engenharias, identificamos a urgência de projetar o que deve ser a associação nos dias que virão a partir de amanhã. Assim decidimos criar e estamos desenvolvendo a plataforma SAE BRASIL do Futuro, sustentada em quatro pilares – Associação, Tecnologia, Educação e Networking, na qual estão estabelecidas diretrizes e ações para o melhor fomento da Engenharia da Mobilidade, missão da entidade.

Penso que seja nosso dever como instituição que zela pelo desenvolvimento da engenharia atentar aos novos movimentos da indústria em âmbito global, que, cedo ou tarde, chegarão por aqui. Falo especificamente de assuntos como a substituição de motores a combustão por elétricos para redução de emissões veiculares de CO2, anunciada por países europeus como a Alemanha, no sentido de proibir a venda de veículos a diesel e a gasolina a partir de 2030.

Em relação aos propulsores, não vejo vida muito longa para motores a combustão. Não só pelo CO2 gerado, mas também pelos complexos processos de manufatura e baixa eficiência energética. Acredito que esses propulsores  deverão passar ainda por alguns ciclos de melhoria, até serem substituídos completamente pelos elétricos.

Em que pesem os esforços atuais concentrados no peso das baterias, na autonomia, no tempo de recarga e no custo de produção, para a viabilização de veículos elétricos em maior volume, as vantagens da eletrificação são inúmeras além da redução de CO2. Sem dúvida, os veículos híbridos apoiarão a fase de transição, enquanto se cria a infraestrutura necessária em todas as regiões do globo.

Na era da energia gerada de formas cada vez mais limpas e através de fontes renováveis; a solar e a eólica já são realidade também no Brasil, País abençoado pela geografia e potencial hídrico, talvez esse movimento ocorra mais rápido do que alguns imaginam. A engenharia e a indústria locais precisam se preparar para a eletrificação e trabalhar para que o propulsor elétrico seja viável também para veículos de entrada. Este sim é um desafio para a engenharia brasileira.

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Publicado no Verdesobrerodas



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