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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Reino Unido investe em frota de ônibus elétricos

A cidade de Nottingham, no Reino Unido, anunciou a compra de 13 ônibus elétricos com baterias da fabricante de origem chinesa BYD.  Os veículos têm 12 metros de comprimento e, além dos ônibus, a aquisição também incorpora os equipamentos de recarga dos veículos e a garantia da fabricante de cinco anos para os componentes do sistema de propulsão.
Londres recentemente adquiriu 51 ônibus elétricos da mesma marca.

A compra na cidade de Nottingham foi possível, segundo nota da BYD, porque o governo britânico criou um fundo para financiar as autoridades de transportes e as operadoras de ônibus e facilitar a compra de veículos com baixas emissões de carbono. A câmara municipal de Nottingham também determinou a cobrança de estacionamento por parte das empresas empregadoras de seus funcionários. O dinheiro também é destinado à compra de veículos não poluentes, em especial para o transporte público.


A aquisição dos ônibus foi facilitada por uma concessão de 1,4 milhão de libras esterlinas pelo DfT Green Bus Fund, um fundo do governo britânico para auxiliar operadoras de transportes e autoridades locais inglesas na aquisição e introdução de ônibus com baixas emissões de carbono. O investimento remanescente, de 2,1 milhões de libras esterlinas, foi realizado através da NCC Workplace Parking Levy, uma iniciativa da câmara municipal de Nottingham para a cobrança de tarifas sobre estacionamento em locais de trabalho, pagas pelo empregador. 

A nova frota será uma adição a uma frota de 45 ônibus elétricos já existente, assim como a um projeto de bondes em expansão na cidade. A câmara municipal de Nottingham estabeleceu uma parceria com a região que forma a grande Nottingham para estimular todos os meios de transporte; como ônibus, taxis, bondes, bicicletas e veículos de passeio; a fazer uma transição para plataformas eletrificadas sustentáveis, com mais energia gerada localmente através da incineração de lixo e painéis solares.” – diz a nota da BYD enviada ao Diário do Transporte.


O gerente regional da BYD no Reino Unido, Frank Thorpe, disse na nota que outras cidades do Reino Unido vão adquirir produtos da marca. Essa aquisição dos ônibus elétricos pela cidade de Nottingham, cidade com uma das maiores frotas de ônibus no Reino Unido, tem um imenso significado para a BYD. O município escolheu nossos ônibus após um abrangente programa de avaliação com a participação de uma série de competidores, demonstrando a força e qualidade da nossa tecnologia. Não é nenhuma surpresa portanto, que outras cidades no Reino Unido – como é o caso de Liverpool – já estejam seguindo os passos de Nottingham”.


No mesmo informativo o vereador Nick McDonald, que comanda a pasta de negócios da câmara, diz que os ônibus elétricos serão essenciais no projeto da cidade de introduzir até 2020 uma área de ar limpo. A cidade de Nottingham tem orgulho de ter sido nomeada uma cidade ‘Go Ultra Low’, além de ser um das 5 cidades no Reino Unido com um comprometimento de introduzir até 2020 uma ‘Zona de Ar Limpo’ com padrões europeus para ônibus. Não foi fácil estar entre os primeiros a adotar tais avanços tecnológicos, mas nossa parceria agora atingiu uma cobertura confiável de ônibus elétricos. Espera-se que outras operadoras de transporte e seus respectivos contratantes em Nottingham façam uso dessa infraestrutura de carregamento, assim como da experiência adquirida.”
Enquanto políticas como a do Reino Unido são comuns em outros países da Europa, na América do Norte e em parte da Ásia, na América do Sul a situação é bem diferente, com destaque para o Brasil. Por aqui não há nenhuma linha especial, a não ser um pequeno desconto no financiamento pelo BNDES. Também não existe nenhum programa de incentivo à frota de ônibus menos poluentes.


A própria BYD vai contar para o Brasil com R$ 1 bilhão de financiamento, mas do Banco de Fomento da China, com apoio do governo chinês, seu país de origem. No Brasil, a BYD tem planta em Campinas, no interior de São Paulo. Com essa linha de financiamento, a BYD vai oferecer aos empresários de ônibus um contrato de leasing que, na prática, vai acabar cobrindo, no prazo de 10 anos, a diferença do valor entre um ônibus elétrico, hoje em torno de R$ 1 milhão, e de um modelo a diesel, em torno de R$ 500 mil, dependendo do modelo.


A ABVE – Associação Brasileira do Veículo Elétrico, que reúne os fabricantes, tenta que o Refrota 17 anunciado pelo governo Michel Temer na semana passada incorpore incentivos e condições especiais para ônibus menos poluentes. O Refrota é um programa de renovação de frota do transporte coletivo que vai disponibilizar R$ 3 bilhões para compra de ônibus urbanos e metropolitanos zero quilômetro. Conforme adiantou em primeira mão o Diário do Transporte, a associação escreveu um manifesto oficial no qual pede mais atenção do governo federal em relação ao tema.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Adamo Bazani conteúdo

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