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sábado, 3 de dezembro de 2016

GM diz perder dinheiro com venda do modelo elétrico Bolt

A General Motors deverá perder até US$ 9 mil por unidade vendida do modelo 100% elétrico Bolt nos Estados Unidos. O que parece não ter lógica é o que sustenta este segmento naquele país, política criada na Califórnia, que mantém rigorosos padrões de emissões a ponto de só permitir que montadoras vendam alguns de seus veículos no mercado local. Esta postura tem sido adotada também em outros nove estados, incluindo Nova York e Nova Jersey, e que juntos, respondem por cerca de 30% do mercado norte-americano.
Isso explica em parte porque já existem modelos sem emissões de mais de dez diferentes marcas que já estão nas ruas ou ainda por vir. A maioria ainda causa perdas a seus fabricantes, mas para os consumidores poderá significar descontos ainda maiores, uma vez que a variedade de modelos já representa competição acirrada.
 
“A ideia de que as montadoras vendem com prejuízo de 40% seus veículos na Califórnia é um absurdo”, afirma o presidente da CarLab, Eric Noble, e consultor da Orange, situada na Califórnia, que estima que a maioria dos carros elétricos perdem pelo menos US$ 10 mil por unidade vendida no estado.

Contudo, a Califórnia, por ser o estado mais populoso do país exerce um poder inigualável - um em cada oito veículos novos foram patenteados lá no primeiro semestre deste ano – e as empresas vão continuar a fabricar modelos elétricos para ter o privilégio de vender o restante de suas linhas naquela região.

Por isso que que a indústria está disposta a sofrer perdas de pequena escala. O elétrico da Fiat, o 500e, é fabricado exclusivamente para vendas na Califórnia. O CEO do Grupo FCA, Sergio Marchionne, chegou a dizer que em 2014 a empresa perdeu US$ 14 mil em cada venda. A montadora praticamente está doando o modelo, com uma tarifa de aluguel mensal a partir de US$ 69. Por sua vez, a Nissan anunciou aluguel do seu modelo 100% elétrico Leaf por até US$ 149.

Normas estaduais estão se tornando cada vez mais rigorosas, de modo que veículos de emissão zero terão de alcançar à fatia estimada de 15% das vendas em 2025, cerca de cinco vezes mais do que o nível atual. Com isto, tais políticas estão forçando as empresas a serem inovadoras, avalia o analista sênior do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, Luke Tonachel. “Se você deixar de ser, os fabricantes dos EUA poderiam perder participação de mercado”.

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Publicado no Verdesobrerodas



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