Este espaço é reservado a quem acredita na mobilidade sustentável e queira se juntar aos números abaixo:

* mais de UM MILHÃO de acessos ; * lido por mais de DEZ países, * mais de DEZ MIL postagens, * postagens (blog e mídias sociais) durante os 365 dias do ano, * newsletters semanal, * parcerias com eventos no Brasil e exterior. Clique AQUI para saber mais.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Avanço da infraestrutura para VEs parece irreversível

O avanço da direção semiautônoma e, em futuro não distante, da condução autônoma completamente conectada a outros veículos e à infraestrutura parece mesmo irreversível.

Isso a despeito de incidentes graves de percurso, ambos nos EUA, um fatal ocorrido com um Tesla; outro, mais recente, envolvendo um Volvo XC90 do Uber ao varar um semáforo vermelho (um pedestre aguardava na faixa, sem chegar a atravessar). Em ambos os casos, os motoristas poderiam ter intervindo, mas não o fizeram.
Recursos semiautônomos de hoje atuam por apenas 10 segundos. Quem está ao volante precisa tocá-lo ou o sistema se autodesliga. “Os carros como os conhecemos agora em breve se tornarão história”, afirmou o presidente do conselho da Bosch S.A., Volkmar Denner, em recente seminário na capital alemã Berlim. Estimativas da empresa, a maior do mundo no setor de autopeças e componentes, indicam que entre 2017 e 2022 o mercado mundial de mobilidade conectada crescerá 25% ao ano.

Automóveis serão parte integrante da IoT (sigla em inglês para Internet das Coisas), aptos a se comunicar com outros modais de transporte conectados e até mesmo com a chamada casa inteligente.

Por ora, as pessoas ainda pensam em seus veículos individuais, mas nos próximos anos o foco mudará em direção ao modo mais conveniente de alcançar o destino. Poderão lançar mão do seu carro e em seguida de trem, ônibus, veículo elétrico e até bicicleta. Ou mesmo fazer reserva em um hotel e se conectar com um entregador para deixar uma encomenda em sua casa sem ninguém para recebê-la.

Um veículo será o assistente pessoal do motorista, que se tornará apenas passageiro, caso assim o deseje. Um simples aplicativo poderá planejar, reservar e pagar um deslocamento de porta a porta. O potencial de economizar tempo ainda nem foi de todo avaliado.

Contudo, as grandes de empresas telecomunicações e, em especial, as gigantes de tecnologia da conectividade, como Google e Apple, não terão a vida fácil esperada. A Apple foi a primeira a desistir, mesmo sem nunca confirmar de forma oficial suas intenções. Google estuda carros autônomos desde 2009. Chegou a construir um pequeno modelo, até sem volante e pedais.

No começo deste ano houve conversas com a Ford, sem prosperar. Agora acaba de anunciar que desistiu de qualquer aspiração sobre veículo próprio. Preferiu acertar colaboração com a FCA, a menos capitalizada das chamadas Três Grandes de Detroit, que por isso se atrasou quanto à conectividade e ao desenvolvimento de tração elétrica ou mesmo de híbridos.

A indústria automobilística sabe de suas limitações sobre crescimento futuro e dos riscos inerentes ao negócio. Há enorme exigência de capital para investimento e uma taxa de lucratividade que na média mal chega a 8%. Tem de atender a normas cada vez mais rígidas de segurança e de emissões.

Até mesmo preparar infraestrutura de carregamento elétrico rápido em rodovias. Dinheiro suado, porém empresas de smartfones e aplicativos costumam ganhá-lo sem muito esforço. Quem sabe isso muda um pouco. 

VerdeSobreRodas, o ponto de encontro com a mobilidade sustentável

Postagem: Avanço da infraestrutura para VEs parece irreversível
Publicado no Verdesobrerodas



Por Uol conteúdo

Nenhum comentário:

Postar um comentário