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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

SolarCity e Tesla apostam em energia solar no Pacífico

A ilha vulcânica de Ta’u é a que fica mais ao leste dentre as ilhas da Samoa Americana. Localizada quase na metade do Pacífico, a 6.500 quilômetros da costa da Califórnia, seus 600 habitantes dependiam, até agora, de geradores elétricos e da chegada de combustível diesel para dispor de eletricidade, abastecimento que nem sempre era garantido. No último ano, porém, a SolarCity e a Tesla desenvolveram na ilha de Ta’u uma rede elétrica local baseada principalmente na energia solar, mudando totalmente o perfil energético dessa ilha, que é considerada território dos Estados Unidos. 
Situadas em pleno clima tropical, as ilhas de Samoa desfrutam em média de 177 dias de sol por ano, de 150 a 200 horas de sol direto por mês, todos os meses. A instalação de 1,4 MW de potência aproveita toda essa energia procedente do sol para fornecer eletricidade aos moradores, produzida de forma limpa e com abastecimento garantido.

A nova microrrede de energia de Ta’u é constituída por duas partes principais: os 5.300 painéis solares fabricados e instalados pela SolarCity (que captam a energia do sol e a transformam em eletricidade) e as baterias Powerpack da Tesla — são 60 baterias Tesla no total, cada uma do tamanho de um pequeno galpão. O conjunto de baterias é carregado em sete horas e fornece até 6 MWh quando necessário, o equivalente a três dias consecutivos de consumo da ilha. E raramente ocorrem três dias nublados consecutivos na ilha de Ta’u. A instalação da Tesla cobre, assim, quase a totalidade das necessidades de energia elétrica da ilha com uma fonte alternativa que, em comparação com os geradores a diesel, tem “um custo menor, é menos contaminante e mais segura”, afirma a SolarCity. A instalação da Tesla, além disso, permite que a ilha seja autônoma em termos de energia. 

Dessa maneira, a Tesla mostra a viabilidade de seu modelo energético, mas, ao mesmo tempo, evidencia, também, a sua fragilidade. A maioria das regiões e cidades do mundo têm mais de 600 habitantes, e também têm muito menos dias de sol por ano. A energia solar é uma fomente viável para o autoconsumo ou em pequena escala, mas, até agora, na maior parte do planeta, com populações maiores e climas menos favoráveis ou mais instáveis, a energia solar precisa ser complementada com outras fontes de energia, renováveis ou não.

Segundo a SolarCity, essa instalação significará para a ilha uma economia de meio milhão de litros de óleo diesel por ano. “Considerando os aumentos dos preços dos combustíveis e os custos de transporte dessa quantidade de óleo em uma distância como essa, a redução de custos é considerável”. Isso, sem contar a diminuição das emissões tóxicas na região. “Ta’u não é um cartão-postal enviado do futuro, mas sim uma fotografia daquilo que já é possível fazer hoje em dia”, afirma Peter Rive.

Peter Rive fundou a SolarCity em 2006 com seu irmão Lyndon. Mas por trás da ideia da SolarCity sempre esteve Elon Musk, primo dos irmãos Rive e presidente da Tesla Motors e da SpaceX. Durante os últimos dez anos Elon Musk assessorou seus primos, com os quais havia compartilhado as brincadeiras da infância em sua África do Sul natal e seus ideais de juventude de mudar o mundo. Elon Musk participou do desenvolvimento da SolarCity desde o começo com o objetivo de transformá-la na maior empresa de energias renováveis dos EUA, título que a SolarCity ostenta na atualidade.

A SolarCity fabrica e instala painéis solares em todo o país. Há alguns meses apresentou suas “telhas solares”, coberturas para telhados que conservam a mesma forma e aspecto aparente de uma telha convencional, mas que fornecem eletricidade obtida da energia do sol. Parte dessa eletricidade produzida pelo telhado é armazenada em baterias domésticas para utilização posterior, à noite ou em dias muito nublados, por exemplo.

Em meados do ano a Tesla adquiriu a SolarCiy por 2,6 bilhões de dólares (8,9 bilhões de reais). Antes, a Tesla tinha divulgado o Powerwall, uma bateria doméstica capaz de armazenar eletricidade procedente de fontes renováveis ou da rede elétrica durante as horas em que a tarifa é mais barata. E também da bateria do carro elétrico, se o sistema de gestão de energia considerar oportuno. Afinal de contas, a bateria Powerwall integra um sistema completo de gestão inteligente da energia, que coleta ou distribui eletricidade onde for mais conveniente em cada momento, dependendo das circunstâncias e das necessidades instantâneas. Mas sempre buscando a otimização e a eficiência, e beneficiando economicamente o usuário.

Com a instalação na ilha de Ta’u, a Tesla e a SolarCity demonstraram até que ponto ambas as empresas eram complementares já antes da aquisição. Afinal, as duas têm sua origem na mesma “visão energética”, na visão de Elon Musk.

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Publicado no Verdesobrerodas



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