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domingo, 20 de novembro de 2016

Forte exposição solar é trunfo de Portugal para atrair fábrica da Tesla

Portugal está a tentar atrair uma mega fábrica da Tesla Motors, a fabricante norte-americana de baterias e automóveis elétricos. A localização do empreendimento só deverá ser decidida em 2017 e, para além de Espanha, estão ainda em cima da mesa opções como França e Holanda.

Esta sexta-feira, o jornal espanhol Faro de Vigo indicou que a Península Ibérica surge bem posicionada para receber essa nova unidade da Tesla devido à forte exposição solar, que poderá permitir a instalação de painéis fotovoltaicos no topo da instalação, à semelhança do que a empresa fez na fábrica que construiu no Nevada.

Contudo, o país tem um trunfo que poderá pesar na hora de convencer Elon Musk, fundador da Tesla, a escolher Portugal como destino. O país é um importante exportador de lítio, detendo algumas das mais relevantes explorações mineiras desse material que é parte essencial da produção das baterias para os carros elétricos.

Em 2011, o Expresso noticiava que Portugal ocupava a quinta posição entre os países exportadores desse elemento, apontando, no entanto, um problema: o país “apenas vai até à produção de concentrado de lítio”. E isso não chega.

Para ser usado, o lítio tem de passar pelas fundições. No entanto, na altura, o mesmo jornal referia que “o principal produtor de lítio” português estaria a ser sondado por “empresas multinacionais da indústria das baterias para carros elétricos” com vista a “formar parcerias” para criar uma fundição de lítio em Portugal. Segundo a revista Visão, a produção de lítio em Portugal está concentrada nas regiões de Guarda, Viseu, Vila Real e Viana do Castelo.

Recorde-se que o ECO apurou esta sexta-feira que o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, está a empregar esforços no sentido de encontrar uma solução que aproxime Portugal da Galiza, numa altura em que já há algum desconforto entre os galegos por o norte do país ter atraído fortes investimentos industriais no valor de dezenas de milhões de euros. O fato de a exploração mineira de lítio concentrar-se no Norte do país poderá ser uma vantagem adicional.
Segundo a empresa austríaca de exploração mineira European Lithium, a Europa “não tem um fornecimento interno de lítio” para além de Portugal, “uma pequena produção ibérica para utilização local em cerâmica e vidro”. A União Europeia é ainda uma grande importadora deste elemento, consumindo 24% de todo o mercado. À frente, só a China, com uma fatia de 35%. Os principais importadores europeus de lítio são a Alemanha, a Bélgica, França, Itália e Espanha.

A nível mundial os principais exportadores deste minério são a Austrália, Chile, Argentina, a própria China (cuja produção de 2.200 toneladas métricas não chega para o seu consumo). Portugal surge em, sexto lugar, logo depois do Zimbabué.

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Publicado no Verdesobrerodas

Por ECO Economia Online conteúdo

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