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sábado, 19 de novembro de 2016

Elétrico Smart Fortwo alcança à quarta geração

Nove anos depois, o Smart Fortwo elétrico chega à quarta geração e agora sobre a nova plataforma, desenvolvida pela Renault. E a parceria franco-germânica parece cada vez mais séria, quando se atenta ao fato de haver o símbolo da marca gaulesa gravado no bloco do motor...

Esta "invulgaridade" num produto associado à Mercedes-Benz contempla outro pormenor curioso. As baterias do Smart são produzidas pela própria Mercedes que investiu mil milhões de euros e vai gastar mais 500 milhões para alargar a fábrica que esta a produzir a alimentação para todos os automóveis elétricos com o símbolo da estrela de três pontas - e, muito provavelmente, não apenas estes... É o primeiro construtor a dar este passo!

Muito de novo, portanto, na aposta da quarta geração daquele que, por excelência, parece, no momento atual, o mais lógico dos automóveis elétricos, mas nem por isso é o mais vendido. E aí está a Mercedes a antecipar 2050, o ano das emissões zero na perspectiva alemã.

Sobre as particularidade do Smart está tudo dito. As suas capacidades mantêm-se e enquanto citadino elétrico ficaram naturalmente a ganhar. Não apenas porque as baterias - com as mesmas dimensões - continuam a baixar o centro de gravidade e com isso a favorecer o comportamento, mas também porque os resultados em performance e consumos (12,9 kW/100 km) são melhores e a autonomia estendida aos 160 km. 

Óbvio que estes números contemplam sempre algum otimismo, mas um primeiro contacto, pelas ruas e vias rápidas de Los Angeles - respeitando os limites de velocidade norte-americanos! - alimentou a ideia de que pode não ser muito difícil rodar 120/130 quilômetros com uma carga de bateria e a ajuda de um sistema inteligente de recuperação de energia através dos momentos de travagem. Um resultado simpático para quem pretende fazer com o Smart o quotidiano para que, afinal, ele foi pensado e tem sido utilizado por dois milhões de pessoas - tantas são as unidades produzidas.
 A bateria, revestida a aço - os especialistas da Mercedes entendem que apostar no alumínio não compensa - pesa agora 160 kg (-20) e é constituída por três módulos iguais que somam 96 células. A capacidade passou a 17,6 kWh e tem uma garantia de 8 anos ou 100 mil quilômetros.

O motor trifásico, síncrono e com uma velocidade, debita 81 cv e 160 Nm de binário, suficiente para uma condução divertida, o que pode avaliar-se pelos 4,9 segundos necessários para acelerar dos 0 aos 60 km/h (11,5 s nos 0-100). Nos semáforos é um tiro e como a este despacho corresponde a maneabilidade reconhecida aí está o carro divertido, politicamente correto e que na Europa só se ouve no caso de o comprador optar por equipá-lo com o gerador de ruído, a forma de o tornar notado por pedestre e ciclistas. É um cuidado a admitir, e tanto que os americanos fizeram dele obrigatório. Os 130 km/h de velocidade máxima, limitada por questões de economia, são suficientes num citadino.

No que respeita ao carregamento, ligado a uma vulgar ficha de parede, o Smart repõe 80 por cento da carga em 6 horas. No caso de haver uma wallbox bastam 3,30 horas. Mas é possível chegar aos 45 minutos dotando o Smart de um carregador mais potente (opcional em 2017) e capaz de explorar o máximo dos 220 volts europeus. Paga-se, é claro.

E quanto a preço, para já sabe-se que, na Alemanha, este Smart pode custar qualquer coisa como 18 mil euros quando estiverem em vigor os incentivos a estes automóveis. Sem eles, o preço é de 21 940 euros.

Os preços para Portugal, onde o lançamento está aprazado para Abril, ainda não foram negociados, mas estima-se que o Fortwo tenha um preço na casa dos 25 mil euros e o Forfour mais dois mil euros. O Cabrio será comercializado mais tarde.
 
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Postagem: Elétrico Smart Fortwo alcança à quarta geração

Publicado no Verdesobrerodas

Por Jornal de Notícias conteúdo

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