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terça-feira, 22 de novembro de 2016

BMW discute o futuro da mobilidade

Florença foi a cidade escolhida pela BMW para realizar um simpósio sobre o futuro da mobilidade com especial ênfase no design. Um cenário muito adequado considerando que esta cidade de ruas estreitas foi berço do Renascimento, época em que se conheceram grandes avanços na arte e na ciência.

Vários estudos apontam para que estejamos a viver o início de um outro período revolucionário, desta vez nos transportes, com a chegada anunciada da condução autônoma e a cada vez maior popularização dos veículos elétricos e de plataformas de partilha. «É sempre muito difícil antecipar o futuro», confessou Alexander Kotouc à Exame Informática

No entanto, o responsável pela gestão de produto da divisão “i” da marca bávara aponta algumas tendências: «já não há dúvidas que os carros do futuro vão ser elétricos e capazes de algum nível de condução autônoma», adicionando «e vai acontecer mais depressa do que muitos possam pensar».

Apesar de algumas notícias indicarem que a BMW está a levantar o pé do acelerador no que toca a veículos elétricos, Kotouc garante que a divisão “i” está de boa saúde: «É verdade que as vendas do i3 e i8 são muito baixas quando comparadas com os outros modelos da marca, mas a nossa quota de mercado nos automóveis elétricos é de 11,5% na Europa, mais do dobro da nossa quota de mercado nos veículos de combustão. Ainda mais importante, 80% dos clientes que compra o i3 nunca tinham comprado um BMW, o que significa que estamos a conseguir chegar a mais pessoas».

O mais recente BMW i3 tem uma bateria com mais 50% da capacidade que a primeira versão, o que permite uma autonomia máxima, segundo o ciclo NEDC, de 300 km. Kotouc admite que «quando lançámos o i3, um carro que foi criado para responder às necessidades das megacidades, subestimámos o efeito da ansiedade da autonomia», acrescentado «apesar de a esmagadora maioria das pessoas fazerem menos de 50 km diários, estamos habituados a conduzir carros com autonomia de 600 km e, quando a autonomia é de cerca de 80 km, vamos a uma bomba encher o depósito em poucos minutos. É preciso mudar a nossa mentalidade. Eu, por exemplo, conduzo diariamente um carro elétrico e posso dizer, sem margem para dúvidas, que poupo tempo porque nunca vou a bombas. Para mim já é natural chegar a casa ou o trabalho e colocar o carro à carga. Quando fazemos esse “clique”, deixamos de sofrer de qualquer ansiedade relacionada com a autonomia. De qualquer modo, agora com uma autonomia real de 200 km, que pode chegar aos 300 km, o efeito psicológico da autonomia é muito diminuído».
Carl Friedrich Eckhardt, líder do centro de competências para a mobilidade urbana da BMW, considera que é bem possível que as novas gerações não estejam interessadas em adquirir carros próprios, mas garante que a marca «está a trabalhar em novos serviços que possam complementar o carro próprio e oferecer novos meios de mobilidade».

O futuro, segundo Eckhardt, vai trazer uma «grande variedade de veículos» e que «vão surgir cada vez mais propostas que ficam situadas entre o carro privado e os transportes públicos, como serviços de partilha, aluguel e, sobretudo, de boleias». E Alexander Kotouc reforçou esta opinião com uma frase polêmica «a indústria dos carros está a chegar ao para dar lugar a uma verdadeira indústria automóvel».

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Postagem: BMW discute o futuro da mobilidade

Publicado no Verdesobrerodas

Por Exame Informática conteúdo



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