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domingo, 20 de novembro de 2016

Administração Trump não matará os veículos elétricos

As vendas de veículos grandes como pick ups e SUV crescem como nunca nos EUA. As vendas dos chamados light truks atingiram em Outubro de 2016, a participação recorde de 63%, contra 37% dos automóveis (ver imagem abaixo). 

Naturalmente, devido ao baixo preço da gasolina e, também, ao aumento da eficiência dos veículos tradicionais, graças ao avanço dos recursos tecnológicos como stop-start, introdução de modelos híbridos, redução do peso, melhor aerodinâmica etc.

Recentemente, as montadoras dos EUA (exceto a Tesla, é claro), encaminharam solicitação para que o novo presidente Trump, ao assumir, retire ou flexibilize a lei que obriga o aumento de eficiência energética dos veículos, em 2025. Naturalmente, é muito mais rentável continuar a vender veículos grandes do que investir em mercado de veículos elétricos que requer volumosos recursos e retorno duvidoso.

No entanto, a administração Trump poderá não ser muito receptiva aos argumentos das montadoras. E os motivos não são poucos, como por exemplo há necessidade de reduzir as emissões, forçar a indústria automotiva a investir em tecnologia limpa a fim de se manter competitiva globalmente- afinal de contas, as vendas de veículos eletrificados crescem de forma galopante (ver imagem abaixo) e a China já ultrapassou a América do Norte em produção e comercialização de veículos verdes.


Mantida a atual política de baixa emissão dos EUA para veículos automotores, não restará muitas alternativas as montadoras. O melhor caminho poderá ser o aumento da penetração de veículos eletrificados, pois somente assim conseguirão compensar o aumento das emissões com as crescentes vendas dos light trucks.

Por outro lado, a densidade de energia da bateria do veículo elétrico cresce, significativamente. Em 2011 era em torno de 83 Watts-hora por quilômetro e em 2016 já alcançou 113  Watts-hora por quilômetro, ou seja, em torno de 36% de crescimento em apenas 4 anos, e a tendência é que continue a crescer (ver figura a seguir).
Adicionalmente, o custo de armazenamento nas baterias de íon de lítio caiu 65% desde 2010, quando ele custa mais de US $ 1.000 por quilowatt-hora. O valor agora é de menos de US $ 350 e algumas empresas estão encontrando maneiras de obter valor ainda menor. Muitos prevêem que as baterias de lítio-íon terão custo competitivo com os motores de combustão interna, uma vez que as estimativas apontam para uma nova geração de baterias, até 2020, por $ 100 por quilowatt-hora.

A empesa RW Baird estima que a Tesla esteja operando com suas baterias por valor significativamente menor do que o resto do mercado. Segundo a empresa o valor deve estar entre US $ 150-200 por KWh. Empresas que podem fabricar baterias de íon de lítio neste nível têm uma vantagem competitiva importante. O foco principal dos fabricantes é reduzir o valor do KWh da bateria, devido a sua importância na composição do custo total do VE.

De uma coisa podemos ter certeza, apesar da inegável importância do mercado de veículos Norte-Americano, o crescimento da penetração dos veículos elétricos não é tão influenciado pelos EUA, como ocorria na segunda metade do século passado com os veículos movidos a combustão interna. Atualmente, parece que a China e a Europa (primeiro e segundo maiores mercados de VEs) estão em melhores condições para influenciar, globalmente, este segmento.

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Postagem: Administração Trump não matará veículos elétricos
Publicado no Verdesobrerodas



Por Bloomberg, IEA e VSR conteúdo

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