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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Queda dos custos das batterias gerará boom dos VEs

A queda dos custos das baterias impulsionará a maior mudança da indústria automotiva em mais de um século, gerando até 2030 um boom de tecnologias como carros elétricos autônomos e aplicativos de carona compartilhada. 

O preço das baterias de íon lítio para carros elétricos caiu 65 por cento desde 2010 e provavelmente continuará em queda, segundo relatório da Bloomberg New Energy Finance e da McKinsey & Co. 

Os consumidores podem se beneficiar com o impacto maior na forma de custos mais baratos para os táxis, incluindo reduções substanciais entre aqueles conduzidos por máquinas. "Os veículos e a forma como são usados mudarão mais nas próximas duas décadas do que mudaram nos últimos 100 anos", disse Colin McKerracher, chefe de transporte avançado da BNEF. "O impacto sobre as cidades será particularmente profundo." 

O que impulsiona a tendência são as baterias mais baratas, que são o maior custo dos carros elétricos, juntamente com a rápida melhora da tecnologia de computador que transformará os carros autônomos em realidade nas ruas dentro da próxima década. As mudanças já estão começando a chegar na forma de um boom de investimento em aplicativos de carona compartilhada como o Uber e no surgimento de produtoras de software que conectarão carros elétricos a empresas de serviços públicos e a sistemas de pagamentos. 

Essas tendências reduzirão o custo de operação dos táxis dirigidos por humanos em 3,1 por cento até 2025, segundo o relatório. O estudo contabilizou o custo total de propriedade do veículo, a remuneração do motorista e os recursos para despesas gerais e retornos para os investidores. 

A BNEF estimou que os custos das baterias caíram para US$ 350 o quilowatt-hora no ano passado, contra US$ 1.000 em 2010. Isso aumentou as vendas de carros elétricos para 448.000 unidades no ano passado, contra 52.000 há seis anos -- e esses números estão a caminho de atingir um recorde de 647.000 neste ano.
O relatório estimou que US$ 11,3 bilhões foram investidos no ramo de carona compartilhada no ano passado, mais que o dobro do nível de 2014. O resultado é que fabricantes de automóveis como Tesla Motors, Volkswagen e General Motors estão buscando reduzir os preços das baterias ainda mais como parte crucial de sua estratégia futura e empresas de software como o Google estão realizando testes com carros autônomos. 

As mudanças darão nova forma à indústria automotiva, transferindo a necessidade de investimento do desenvolvimento de motores para o aperfeiçoamento de softwares que dirigem carros e os conectam à internet para gerenciamento de pagamentos e navegação, informou a McKinsey. As empresas de energia poderiam se beneficiar com o aumento de 3 por cento da demanda por eletricidade nos próximos 15 anos, informou. 

"Veremos o surgimento de novos modelos de negócios e de oportunidades de serviço", disse Surya Ramkumar, sócia da McKinsey e corresponsável da iniciativa de mobilidade futura da consultoria. "À medida que a conectividade e a autonomia aumentam, também aumenta a necessidade de sensores e software."

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Publicado no Verdesobrerodas

Por Jornal Floripa conteúdo

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