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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

EUA investe $ 3,8 milhões em motores para carros elétricos

Um projeto liderado pelo professor assistente Jun Cui da Universidade do Estado de Iowa recebeu recentemente um novo subsídio de três anos e 3,8 milhões de dólares do governo dos EUA para o desenvolvimento de um novo tipo de aço para motores de carros elétricos.  

Do montante total do subsídio, 2,8 milhões de dólares apoiarão a pesquisa no estado de Iowa, enquanto que o restante será dividido entre várias instituições, sendo a mais importante o Laboratório Ames, uma unidade do governo para pesquisa de materiais localizada no campus da Universidade Estadual de Iowa.

A equipe de Cui está trabalhando para criar um novo material para produzir o núcleo magnético dos novos motores elétricos. O novo material deve consistir de finas camadas de uma liga de ferro com 6,5% de silício - duas vezes a quantidade utilizada hoje. O novo material deve aumentar em 50% a chamada resistividade elétrica, ou seja, quantas correntes parasitas, perda de energia, e calor produzirá como efeito colateral durante as operações. 

Quanto maior sua resistividade, maior a frequência elétrica que os motores conseguirão tolerar.  E os desenvolvedores querem aumentar a frequência atual de 60 Hertz para 400 Hertz, a fim de aumentar a chamada densidade energética dos motores, o que significa poder produzir motores elétricos menores e mais leves, sem reduzir sua potência. Motores elétricos menores e mais leves, por sua vez, tornarão os veículos elétricos mais baratos para fabricar e mais acessíveis. 

Na verdade, motores elétricos de vários tipos têm existido desde a década de 1830, então os sistemas e princípios mecânicos essenciais são todos bem conhecidos. De acordo com o professor Cui, que também é cientista sênior do DOE (Departamento de Energia) do Laboratório Ames, o avanço é proveniente da inovação em materiais: "O mais complexo tem relação com o material. É a demanda por materiais melhores." 

Além de desenvolver o novo tipo de aço, os cientistas no estado de Iowa planejam desenvolver substitutos para os materiais raros na Terra, atualmente exigidos para a fabricação de motores elétricos. Os pesquisadores estimam que seus desenvolvimentos possam levar 10 anos para ser "vistos nas estradas". É assim que funciona com as grandes mudanças tecnológicas: elas demoram para entrar na vida cotidiana, mas no final têm um impacto maior do que o esperado pela maioria.   
 
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Publicado no Verdesobrerodas

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