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domingo, 30 de outubro de 2016

Carros elétricos em Portugal “vai disparar nos próximos anos”

O secretário de Estado do Ambiente, José Mendes, defendeu hoje que a procura de carros elétricos em Portugal “vai disparar nos próximos anos”, acompanhada pela renovação prevista da frota dos transportes públicos. 

“Estamos a fazer o caminho e acredito que com os avanços tecnológicos que estão a acontecer, agora de forma muito intensa, nos próximos anos vamos ter uma curva de adoção [de veículos elétricos] que vai descolar”, afirmou o secretário de Estado à margem do encontro de agências europeias do ambiente que decorreu hoje no CEiiA – Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel em Matosinhos.

Segundo José Mendes, “a percentagem em Portugal [de carros elétricos] é absolutamente irrelevante, como é no resto da Europa, sempre abaixo de 1%”, mas com o avanço tecnológico e o aumento das autonomias das baterias “esta curva de adoção vai ser exponencial e vai disparar nos próximos anos”. A potenciar este crescimento está também a renovação das frotas dos serviços de transportes públicos nacionais, com veículos ambientalmente sustentáveis, que conta com um apoio de fundos comunitários do Portugal 2020 na ordem dos 60 milhões de euros. “A ideia é termos 60 milhões de euros que permitirão alavancar um investimento global de cerca de 200 milhões de euros que corresponderá com certeza a umas centenas de ônibus”, explicou o governante. 

Segundo José Mendes, a “idade média dos veículos de transportes coletivos em Portugal é de 14,4 anos” e apenas 25% dos veículos de transportes coletivos “satisfazem as normas de emissões mais recentes”. 

“Temos neste momento esta oportunidade para fazer a renovação das frotas”, assinalou. Em termos de mobilidade sustentável, que foi o tema hoje do encontro dos dirigentes das agências europeias, o secretário de Estado defendeu que “Portugal tem feito um caminho interessante, sobretudo em termos de transferência modal de uns transportes para outros”. “Estamos a fazer uma forte aposta na transferência modal do transporte motorizado para o não motorizado [e] para isso temos contratualizado um investimento de quase mil milhões de euros com todos os municípios portugueses no sentido de desenhar soluções de mobilidade que procurem a descarbonização”, explicou. 

Para o governante “o programa da mobilidade elétrica em Portugal está a ter uma segunda vida”, estando a ser feito “um forte investimento nas áreas de carregamento”, tal como nos “incentivos fiscais e à aquisição”. “Reentramos no radar da indústria automóvel que se dedica à mobilidade elétrica e acho que o caminho é radioso. É longo, é preciso investimento, trabalho (…) mas estamos a fazê-lo”, frisou.
Portugal e o CEiiA foram os anfitriões escolhidos para acolher o encontro de dirigentes europeus que se reúnem duas vezes por ano, tendo sido escolhido desta vez debater o tema da mobilidade sustentável.

 “Debatemos como instalar postos elétricos na Europa, como garantir que as redes comunicam umas com as outras, que as zonas urbanas podem ter veículos a circular de forma preferencial e como por as pessoas a fazer mobilidade mais sustentável”, explicou Nuno Lacasta, Presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente. Para o responsável, “é muito importante mostrar aos nossos parceiros europeus as soluções que temos implementado e desenvolvido em Portugal” que “foi o primeiro país do mundo a instalar uma rede de carregamento de veículos elétricos”.
 
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Publicado no Verdesobrerodas

Por Dinheiro Vivo conteúdo

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