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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Para Goldman Sachs lítio é “a nova gasolina"

“A nova gasolina.” Assim o banco de investimentos mais importante do mundo, o Goldman Sachs, definiu o lítio, a matéria-prima das baterias que alimentam os carros elétricos. O boom do mercado desses veículos fez disparar a demanda por esse metal, que, segundo a instituição norte-americana, em 2025 será 11 vezes maior que agora, até alcançar as 300.000 toneladas. Com isso, saltaram também os preços, que em alguns mercados subiram mais de 200% em poucos meses.

O lítio é o elemento base das baterias de smartphones e tablets e é utilizado também em outros setores, como a produção de lubrificantes e a de vidro e cerâmica. De acordo com os dados da consultoria IHS Chemical, 33% de seu consumo está vinculado com a produção de baterias. Mas, enquanto o consumo médio anual no setor de transporte crescerá 25% até 2025, o aumento relacionado com os dispositivos eletrônicos se limitará a 3%.

“Em 2025, os carros elétricos e os híbridos plug-in [com tomada, os que estão equipados com uma bateria e um motor à combustão interna] constituirão 40% dos novos emplacamentos. Ou seja, a cada ano cerca de 40 milhões dos carros que entrarão no mercado precisarão de uma bateria”, explica Giacomo Mori, vice-presidente da consultoria norte-americana AlixPartners. No final de julho, o fabricante de carros elétricos Tesla inaugurou em Nevada (EUA) a planta Gigafactory, com o objetivo de produzir baterias de lítio para 500.000 carros ao ano dentro de cinco anos.

O analista explica que, além dos avanços tecnológicos, o escândalo de adulteração de motores diesel que envolveu a gigante alemã Volkswagen contribuiu para fortalecer o mercado de carros elétricos: “Embora as emissões dos motores diesel mais avançados sejam em termos absolutos inferiores às de propulsores mais antigos, a diferença entre os padrões que exigem normas antipoluição cada vez mais restritivas e o efetivo desempenho dos motores foi aumentando”.O resultado, realça Mori, é que os grandes fabricantes estão repensando o futuro do diesel.

Produzir motores que respeitem as regras implica elevar exponencialmente os investimentos, enquanto que os avanços tecnológicos reduzirão paulatinamente os custos de produção dos veículos elétricos. E isso se traduzirá também na diminuição do preço de venda: hoje em dia um carro elétrico é 45% mais caro que um a diesel, mas em 2025 essa diferença cairá para até 5%, segundo os dados da AlixPartners.

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Publicado no Verdesobrerodas

Por EL PAÍS Brasil conteúdo

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