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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Macau testa ônibus elétricos sabendo que precisa investir em infraestrutura

A entrada em circulação de ônibus elétricos em Macau continua sem calendário, principalmente devido ao seu elevado custo e à falta de postos de carregamento, indicaram Governo e transportadoras, na véspera de mais um período de testes.

Tal como aconteceu em 2013, hoje, quinta-feira começam a circular, durante 30 dias, dois ônibus elétricos, naquela que é a segunda fase de testes a este tipo de transporte. Apesar dos bons resultados obtidos há três anos, não há ainda decisões sobre a sua efetiva e generalizada entrada em vigor.

Atualmente só existem postos de carregamento para ônibus na oficina do Pac On. “No futuro vamos tentar generalizar e reservar algum espaço para o carregamento”, disse o chefe substituto da divisão de gestão de transportes, Antônio Ho, indicando que existem, no total, nove parques de estacionamento com postos de carregamento para veículos elétricos, mas nenhum destes é destinado a ônibus públicos. 

“Temos de ponderar as circunstâncias concretas das vias e os equipamentos de carregamento. Temos de saber em que paragens e estações é possível a instalação desses postos de carregamento”, afirmou o responsável da TCM, uma das três empresas que prestam serviço público de ônibus.

Também a Nova Era manifestou preocupação com a questão do abastecimento, não só devido à ausência de postos, mas também porque para um dia de circulação, cada ônibus tem de carregar entre três a quatro horas.

TCM e Nova Era estão a testar dois ônibus diferentes, um de fabrico chinês, outro australiano. No primeiro a bateria tem uma autonomia de 180 quilômetros, no segundo chega pelo menos aos 300, segundo os Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), apesar de a própria empresa, a Avass, publicitar cerca de mil quilômetros.

O custo é também um fator inibidor: segundo as duas transportadoras, um ônibus elétrico custa entre duas a três vezes mais que um ônibus movido a gasóleo. “Estes ônibus têm um custo mais elevado”, admitiu o Governo, “tanto o ônibus como o seu funcionamento”. “Mas é claro que temos que ver as informações facultadas pelas companhias e depois decidimos se há outras políticas para apoiar a sua implementação”, disse Antônio Ho, sem esclarecer se a atribuição de subsídios faz parte dessas políticas.
  
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Publicado no Verdesobrerodas

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