Este espaço é reservado a quem acredita na mobilidade sustentável e queira se juntar aos números abaixo:

* mais de UM MILHÃO de acessos ; * lido por mais de DEZ países, * mais de DEZ MIL postagens, * postagens (blog e mídias sociais) durante os 365 dias do ano, * newsletters semanal, * parcerias com eventos no Brasil e exterior. Clique AQUI para saber mais.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Carro elétrico no Brasil é caro e raro

Carros verdes no Brasil ainda são raros. Até agora, a Anfavea estima em 2,5 mil o número de carros híbridos, híbridos plug-in e elétricos vendidos num mercado cuja frota é de 50 milhões de automóveis. Apesar de ações feitas de forma independente por parte de alguns fabricantes, através de parcerias com iniciativa privada e órgãos públicos, o Brasil ainda vê o carro verde como um veículo caro e raro. 

O motivo é que não há incentivos para se criar uma demanda que no futuro possa ser taxada adequadamente. Hoje, o carro elétrico paga 25% de IPI, embora tenha obtido isenção de imposto de importação em 2015, o valor continua sendo proibitivo para muitos consumidores, que partem para carros comuns de preço equivalente. 

Atualmente, a carga tributária que incide sobre os veículos gira em torno de 55%, de acordo com a Anfavea, o que prejudica não só as vendas de carros comuns, mas especialmente as de carros elétricos e híbridos, onde o peso dos impostos é um pouco maior. A saída para a fomentar um mercado de carros verdes no Brasil é a criação de um plano de incentivos a longo prazo. 

Atualmente, com a instabilidade política e a crise econômica, dificilmente o governo abrirá mão de tributos em favor do setor automotivo, ainda mais no caso dos verdes, embora reconheça que esse é o caminho a seguir. Para Anfavea e ABVE (Associação Brasileira dos Veículos Elétricos), não dá para cobrar mais por um segmento que não vende. 

Para as duas entidades, o governo deve promover uma redução de preços nos veículos de emissão zero e baixa, através de incentivos fiscais. O IPI é tido como o maior entrave para essa redução, de acordo com as montadoras. Com renúncia fiscal inicialmente, o governo poderá futuramente rever o benefício, quando então o mercado de carros verdes já estiver caminhando com as próprias pernas. Ou seja, em quantidade suficiente para se igualar às demais categorias. 

Além de incentivos iniciais para redução de preço, que deverão ser atrelados à produção nacional e criação de um parque industrial que atenda essa demanda, alvos prioritários do Inovar-Auto, os elétricos também precisarão de infraestrutura para recarga de baterias em pontos estratégicos, tais como estacionamentos, aeroportos, shoppings, entre outros. 

A expectativa da ABVE é que entre 30 mil e 40 mil verdes serão emplacados por ano em 2020 e apoio a essa frota é necessário. Ainda assim, os tributos continuarão pesando forte sobre os carros verdes. A prefeitura de São Paulo, por exemplo, abriu mão de sua parte (50%) no IPVA de carros desse segmento. O efeito agora ainda é pequeno, servindo mais como um estímulo ao debate sobre o tema. No entanto, já é um começo. 


Isenção de rodízio, zona azul gratuita, vagas exclusivas em estacionamentos, entre outras ações realizadas em esfera municipal e estadual, servem também como estímulo ao uso do carro elétrico. Em alguns estados brasileiros, há isenção total ou parcial de IPVA para carros plugados. De acordo com especialistas, se o Brasil não fizer algo agora, ficará para trás em relação ao restante do mundo.


VerdeSobreRodas, o seu ponto de encontro com a mobilidade sustentável

Postagem: Carro elétrico no Brasil é caro e raro

Publicado no Verdesobrerodas

Por Noticias Automotivas conteúdo

Nenhum comentário:

Postar um comentário