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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Volta ao mundo em um avião movido a energia solar

Dar a volta ao mundo num avião movido exclusivamente a energia solar é uma aventura humana, tanto quanto tecnológica. Curiosamente, os dois mentores do projeto, os suíços Bertrand Piccard e André Borschberg, insistem que não se trata apenas do futuro da aviação, mas de promover a utilização de energias limpas em terra. 

O Solar Impulse (Si) está neste momento em Phoenix, no Arizona. A 10ª etapa de um caminho iniciado em Abu Dhabi e que sobrevoo a Índia, a China, e partiu do Japão para atravessar todo o oceano pacífico antes de chegar aos Estados Unidos. Entre o Japão e o Havai, o Solar Impulse quebrou o recorde de voo, permanecendo no ar ao longo de cinco dias e cinco noites. Sem parar, e sempre com André Borschberg aos comandos.

Borschberg e Piccard pilotam a solo, em etapas alternadas, porque o reduzido espaço a bordo permite apenas a presença de um elemento. O cockpit tem 3,8 metros, não há espaço para esticar as pernas, nem corredor para andar. A casa de banho fica no próprio assento do piloto e, nas etapas mais longas – para além dos cinco dias já tiveram etapas de 20H30, 42H00 ou 62H30 - recorrem a exercícios de meditação e de yoga para se manterem concentrados e acordados. Até porque não podem dormir por períodos maiores do que 20 minutos.

Muito longe de uma viagem em primeira classe mas, acreditam, um primeiro passo que levara a que daqui por dez, vinte anos, existam outros aviões solares a fazer transporte de passageiros. No imediato, está também a ser desenvolvido um avião não tripulado que pode, em teoria, permanecer infinitamente no ar. Sem piloto, o Si escusa de aterrar para reabastecer – ou manter a sanidade do piloto.  Um avião com estas características pode levar a internet às áreas mais recônditas do mundo, servir de estação meteorológica ou posto de observação permanente, entre muitos outros usos.

O Solar Impulse tem a mesma envergadura de asas de um Airbus 380, mas em vez de pesar 560 toneladas pesa apenas duas, quase tanto como um pequeno carro. As asas estão cobertas por 17 000 células fotovoltaicas que alimentam quatro motores elétricos e, ao mesmo tempo, carregam as baterias que o mantém a voar durante a noite. Cada motor tem 17,5 cavalos de potência e uma hélice de quatro metros, atingindo uma velocidade de cruzeiro de 75 km/h. Um recorde que o Si não vai quebrar é certamente o da velocidade.

Quando partir de Nova Iorque (a próxima fase terá como destino a Big Apple), ao Solar Impulse restará apenas mais uma grande etapa por cumprir, sobrevoando o Atlântico Norte até aterrar na Europa ou no Norte de África, dependendo das condições metrológicas. E daí para Abu Dhabi, regressando ao ponto de partida, finalizando a volta ao mundo.

Até agora, o Si quebrou mais de oito recordes mundiais, realizou dez voos que totalizam uma distância de 25 156 km, em 333horas e 19minutos. Movido exclusivamente a energia solar. Um feito inimaginável há bem poucos anos, que leva André Borschberg a afirmar “todas estas tecnologias podem ser usadas hoje das mais variadas formas, tornando o nosso mundo mais eficiente no consumo energético.”

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Postagem: Volta ao mundo em um avião movido a energia solar

Publicado no Verdesobrerodas

Por Econômico conteúdo

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