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terça-feira, 31 de maio de 2016

Mitsubishi anunciou otimizações no sistema híbrido do Outlander

O primeiro Outlander híbrido plug-in trouxe para o mercado uma opção viável para quem procurava um SUV 4x4 familiar e potente q.b. com baixo consumo de combustível e baixas emissões de gases. E como “em equipe que ganha não se mexe”, o novo Outlander representa uma aposta na continuidade, com alterações sobretudo ao nível da estética – está mais elegante e modern.

A nível dinâmico, a diferença que mais se sente é na aceleração inicial, que tornou o carro mais “vivaço”. A Mitsubishi anunciou ainda otimizações na eficiência do sistema híbrido. Um sistema complexo, já que o Outlander PHEV não tem um nem dois motores, mas sim três! Um a gasolina e dois elétricos, o que possibilita utilizar tração integral em modo totalmente elétrico – outros híbridos com tração integral só permitem este modo utilizando o motor de combustão, porque um dos eixos está ligado ao motor elétrico. 

Muito interessante quando, por exemplo, se explora um parque natural sem ruído de motor. Infelizmente, esta sensação pode passar depressa, porque a autonomia real em modo elétrico varia entre 30 e 40 km. Ainda assim, em viagens curtas é um prazer olhar para o computador de bordo ver 0 litros aos 100 km. O que, realisticamente, se consegue fazer nas viagens típicas do dia a dia, isto se carregar a bateria durante a noite. Verificámos que em viagens mais longas é possível manter o consumo na casa dos 5/6 litros se começarmos com uma bateria carregada o que, ainda assim, é impressionante para um SUV com esta dimensão e potência. E há sempre a possibilidade de recorrer à ainda gratuita rede pública Mobi.e, o que permite tempos de carga menores. 

Aliás, nos ainda raros postos de carga rápida (PCR), é possível atingir os 80% de bateria em apenas 30 minutos. Um exemplo prático: uma viagem do Porto a Lisboa pode ficar significativamente mais econômica se o utilizador parar nos dois PCR disponíveis (Aveiras e Pombal), embora isso signifique uma hora extra de viagem.

Ainda no que diz respeito à gestão energética, a Mitsubishi optou, e bem, por manter o sistema de controlo de regeneração de energia do primeiro modelo. Para quem não está por dentro desta terminologia, a regeneração acontece em travagens, desacelerações e descidas acentuadas, quando o motor elétrico se transforma em gerador recarregando a bateria. Aliás, os condutores mais experientes de veículos elétricos sabem como uma boa utilização da regeneração permite aumentar significativamente a distância percorrida com uma única carga.

O Outlander PHEV é, aparentemente um carro caro. Mas, por outro lado, onde encontrarmos um SUV 4x4 com espaço para toda a família, potente, tecnologicamente evoluído e com consumos tão reduzidos por este preço? Ah, e não se preocupe com a fiabilidade da bateria porque a Mitsubishi dá uma garantia de 8 anos, ou 160 mil quilômetros, para este componente.

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Publicado no Verdesobrerodas

Por Expresso conteúdo

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