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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Híbridos Plug-in ganham espaço no mercado europeu

Rinaldo Rinolfi é considerado o pai do sistema de injeção por rampa comum (common rail) dos motores Diesel, lançado pela Alfa Romeo nos anos 1990. É o ex-líder da Fiat Powertrain Engineering e foi ele que criou, por exemplo, o sistema de comando eletrônico de válvulas MultiAir. Previu com exatidão que, com a entrada em vigor das normas de emissões Euro6, os motores Diesel perderiam a hegemonia no mercado europeu. Acertou.

Prevê agora que, lá para 2020, os motores diesel representem apenas cerca de 40 por cento do mercado europeu de carros novos. Para lá caminhamos. E prevê também que, como resultado da aplicação de testes de emissões mais compatíveis com a utilização real, resultante do escândalo da Volkswagen nos seus motores TDi, os carros híbridos com função de recarga na tomada (Plug-in) possam ver denunciada a grande distância existente entre os seus consumos homologados e os reais.


Ao jornal “Automotive News Europe”, Rinolfi afirma que tanto os híbridos como os híbridos Plug-in sofrerão com a entrada em vigor de testes de emissões mais compatíveis com a utilização real. Estes testes mostrarão que os Plug-in não são tão eficientes na estrada quando comparados com os resultados dos testes. Rinolfi vai mesmo ao ponto de afirmar que o escândalo das emissões falsificadas pela Volkswagen terá “pouco ou nenhum efeito” nas vendas de motores Diesel na Europa. A verdadeira razão para o declínio dos diesel foram, sim, as normas Euro6, que tornaram a tecnologia diesel demasiado cara para os carros mais pequenos.

O maior impacto resultará da aceleração do processo de alteração dos testes de emissões na sua aproximação à realidade. Rinolfi explica que, nos testes NEDC atuais, os híbridos são basicamente testados duas vezes. Uma vez com a bateria ligada e outra vez sem ela. Há casos em que o primeiro teste é todo feito no modo elétrico e o segundo sem ele, o que significa que o consumo homologado para o carro é o do motor térmico dividido por dois, o que dá sempre excelentes resultados.

Resultados esses que ficam entre 30 e 40 por cento abaixo do consumo que as pessoas fazem na condução real. Com alterações nestes testes, haverá um custo associado nos Plug-in que os tornará muito menos apelativos. “Tudo depende do peso das condições de para-arranca no novo ciclo de homologação. Quanto mais para-arranca houver, melhor para eles”, conclui.

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Postagem: Híbridos Plug-in ganham espaço no mercado europeu

Publicado no Verdesobrerodas

Origem: Turbo

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