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segunda-feira, 28 de março de 2016

Poderão os veículos elétricos derrubar o preço do petróleo?

Já tratamos deste tema neste espaço em outras ocasiões, no entanto, agora vamos saber o que pensa a Navigant Research, uma das maiores e mais prestigiadas empresas de pesquisas e consultoria especializada no setor automobilístico global que comenta um estudo divulgado, no mês passado, pela Bloomberg.

O artigo da Bloomberg com o título provocador: "Veículo elétrico provocará a próxima Crise do Petróleo?," fez uma análise com resultados alarmante para a indústria petrolífera.
Para a Navigant, como o mercado de carro elétrico está crescendo substancialmente, ele naturalmente tem potencial de reduzir drasticamente a necessidade de petróleo. Reduzindo assim as emissões de carbono relacionadas com o transporte. No entanto, resta saber que efeito isso terá sobre a indústria do petróleo.
 
A Navigant concorda que a queda dos preços da bateria levará à adoção em massa de carros elétricos na próxima década, e que em 2040, os carros elétricos de longo alcance podem custar menos de $ 22.000 (em dólares de hoje). No entanto, ressalta algumas considerações sobre como isso levaria a uma "crise do petróleo".

Segundo a Navigant, isso seria, essencialmente, o inverso das crises petrolíferas anteriores, onde a oferta limitada pressionou os preços dos combustíveis fósseis para cima. Porém, para a Navigant, isso pode não acontecer assim. A Navigant diz que grande parte está de acordo com as projeções da Bloomberg, especialmente, a parte que prevê vendas crescentes de carros elétricos e certa influência no preço do petróleo.

E pondera, entre Janeiro de 2011 e Dezembro de 2014, os carros elétricos nos EUA reduziram 2,1 milhões de barris, de acordo com a estimativas da própria empresa de pesquisa. No entanto, a Navigante chama atenção para o fato de que a redução de consumo de combustível fóssil, pode também, ser alcançado apenas com aumento da eficiência dos veículos de combustão interna, fruto dos padrões exigidos pela Corporate Average Fuel Economy (CAFE), dos EUA. Para alcançar a mesma redução de 2,1 milhões de barris entre 2011 e 2014, a economia de combustível de carros novos teriam que melhorar apenas 0,08% em quatro anos. A CAFE exige aumento de cerca de 22% na economia de combustível em 2025.

Além disso, acrescenta a Navigante, há possibilidade de que o aumento da frota de serviços de compartilhamento de carros levará a um grande declínio na venda de veículos para pessoas físicas. A Bloomberg diz que os serviços de compartilhamento priorizarão carros elétricos, daí esse seria mais um componente que pressionaria ainda mais a queda dos preços do petróleo. A Navigante faz uma ressalva, prevendo que com preços baixos dos combustíveis fósseis, por outro lado, as montadoras deverão priorizar os modelos híbridos.

No geral, tanto a Navigant quanto a Bloomberg, concordam que um número de carros elétricos nas ruas e estradas dos EUA irão crescerá, substancialmente.

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Publicado no Verdesobrerodas



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